sábado, 23 de novembro de 2013

Oração ao Grande Arquiteto do Universo !!!


Senhor, Grande Arquiteto do Universo! Permitiste-me que, como Maçom, eu pudesse vislumbrar um pálido clarão de Tua Luz ao ingressar nos Mistérios. Ajuda-me, pois, a ser também luz para iluminar os caminhos que abristes para mim, para os que agora acompanho e para os que talvez um dia me seguirão.

Que eu reflita em cada traço de meu corpo - veículo perecível e transitório - e de meu espírito - essência imortal, a justa medida do golpe do Teu Maço e o perfeito desbaste do Teu Cinzel, para que toda minha individualidade reflita inequivocamente Tua Vontade, Tua Lei, Teu desejo incontido de Criação. Fizeste-me Maçom.

Para isso morri, despertaste-me, renasci! Estende-me, pois, Vontade Suprema, o verdadeiro sentido da mansidão fraterna nos gestos, nas atitudes e no falar, para que por mim honra e glória sejam dadas a Ti, Criador, não à criatura. Ensina-me a humildade na crítica, sobretudo ao ser eu o criticado, para que através de mim todos entendam e aceitem que a humildade é uma de Tuas Essências.

Instrui-me nas virtudes da Paciência, da Tolerância e da Alegria. Concede-me as chaves de suas portas para que eu possa confessar ao mundo minha crença em Teus Desígnios tanto em juramento quanto em ações, cada dia de minha vida. Ajuda-me, Supremo Ordenador, no desenvolvimento da capacidade de aceitar os outros como são, mesmo que isso me pareça a tarefa mais árdua, a pedra mais bruta, a viagem mais penosa ou a taça mais amarga, pois melhor que aqueles que um dia me conduziram diante de Ti, conheces a verdadeira contextura deste seixo pequenino que sou e como é discutível o meu julgamento humano.

Dá-me, bem antes da sabedoria de Salomão, a aceitação de Jó para que minha palavra seja sempre voltada para o bem de meus irmãos universais. Sou pedra bruta, bem o sei, mas não inanimada pois posso mover-me. Indica-me, então, a direção do Teu Golpe.

Cinzela minhas arestas e assenta-me na construção do Templo Universal que desejas e contra cujas Colunas tantos lutam em insensata cegueira. Amplia o alcance de meus braços, aumenta minhas forças, abra-me o conhecimento, reforça minha fé e minha coragem, faça ressoar minha alegria, dá-me a convicção por meus ideais, alimenta meu corpo, abra-me Teus Caminhos e desapega-me de mim mesmo.

Deixa-me ver a Ti sempre, em tudo e em todos; jamais, contudo, assim o peço, que seja por mim mas por meus irmãos. Pois é somente assim que poderei ser justo e perfeito Maçom; é somente assim que poderei apresentar-me diante de Ti, no momento da Iniciação no Oriente Eterno, com minhas mãos senão cheias ao menos calejadas do trabalho por amor a Ti; com meus olhos senão cegos por Tua Luz ao menos voltados em Tua direção. De nenhum outro modo, senão assim, poderei chamar-Te de Pai Criador, reconhecer-Te sinceramente como a Vontade Suprema na ordem perfeita do Universo, erguer meus olhos para Ti sem ofender-Te, pedir-Te sem barganhas hipócritas, oferecer-Te o melhor de mim sempre e unir-me a Ti como a chama que retorna ao lenho do qual partiu, na união final que dispensa explicações.

Mas, ainda Te peço algo mais, Senhor dos Mundos! Que eu possa, antes de cruzar as Colunas do Oriente Eterno, olhar a marca de todos os meus passos e atos sem envergonhar-me do pouco que tenha caminhado ou feito, se nesse pouco tenha podido lapidar uma única pedra que seja e que meus irmãos universais, ao passarem pelo lugar de meu último repouso, consigam ver na soma de tudo o que pude ser ou fazer um pequenino fragmento de Tua Presença

Assim seja!

T.'.F.'.A.'.
 
Texto enviado pelo Ir.'. Erival Daré - A.'.R.'.L.'.S.'. "Frater Domus de Riacho Grande" 452 - Or.'. de São Bernardo do Campo - SP  - por email em 23/11/2013 

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