sábado, 17 de setembro de 2016

XXVII ERAC - Encontro Regional de AA.'. e CC.'.



 
 
Categoria : Agenda de Eventos e Atividades da Coligação
 
Data: 24/09/2016 - 08:00 - 12:00
 
Local: Av. Dom Jorge Marcos de Oliveira, 100 - Vila Guiomar, Santo André - SP
CEP 09090-480, Brasil
Telefone: 11-97271.3611
 
 
Desde já, reservem a manhã do próximo dia 24 de setembro, sábado, quando realizaremos o

XXVII ERAC – Encontro Regional de Aprendizes e Companheiros,

com o tema: “Maçonaria e Cidadania”

Para o encontro, está previsto a apresentação de 6 trabalhos elaborados por Aprendizes e Companheiros das Lojas patrocinadoras, além de palestras de abertura e encerramento proferidas por IIr.'. de grande relevância e conhecimento maçônico.
 
Maçonaria e Cidadania; Ética e Moral na Política Segundo a Ótica Maçônica; Os Ritos Maçônicos e a Política; Visão da Sociedade para com a Maçonaria; Maçom em Cargos Públicos; Maçons, Política e a Atuação em Movimentos Sociais; são os temas propostos para este XXVII ERAC.
 
O investimento para adesão como Loja patrocinadora é de R$ 350,00 e estará aberto apenas às 6 primeiras Lojas interessadas, que deverão manifestar sua intenção diretamente com o Ir.'. João Veiga (joao.v.garcia@terra.com.br ou 11-97271.3611), coordenador do evento.
 
A participação é gratuita e aberta a todos os IIr.'. , sendo que após a palestra de encerramento, será servido um almoço de confraternização, por adesão, ao custo de R$ 20,00/pessoa com bebidas cobradas à parte, cuja renda será destinada à Associação dos Ex-Combatentes do Brasil – Secção ABCDMRR, sita a Av. Dom Jorge Marcos de Oliveira, 100 – Vila Guiomar, em Santo André/SP, que graciosamente nos cederá o espaço de sua sede para realização deste ERAC.
 
Para o sucesso desta tradicional atividade da Coligação Maçônica do ABCDMRR, precisamos da ajuda das Lojas do ABCDMRR e dos IIr.'., a quem conclamamos a participarem e divulgarem o evento, que além de contribuir para nosso aprimoramento pessoal, também será uma ótima oportunidade de nos confraternizarmos.
 
Participem deste grande evento promovido pela família maçônica do ABCDMRR.
Vamos mostrar que “Juntos somos mais fortes” 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

A simbologia da Romã

Enviado por email em 06/09/2016 pelo
Ir\Cleverson Fidelis   A.'.M.'.
Obr.’. da A.’.R.’.L.’.S.’.”Stella Matutina” nº 658
Or.’. de Santo André - SP

Normalmente colocadas sobre os capitéis das duas colunas que marcam a entrada do Templo estão seis romãs, três sobre cada um dos capitéis.

O Templo de Salomão teria representadas sobre as suas colunas de entrada nada mais, nada menos do que quatrocentas romãs (Reis, Cap VII, vers 18 a 20) e (Crônicas, Cap IV, Vers 13)

O L.’. L.’. em Exodus, Cap XXVIII nos ensina, que as romãs estavam esculpidas no Templo de Salomão em Jerusalém, como símbolos de retidão ou honradez.

Na mitologia iraniana, o fruto desejado da árvore sagrada era a romã, e não a maçã, como o que  sempre foi divulgado no Ocidente.

O Velho Testamento refere a Romã, onze vezes, enquanto o Novo Testamento, a omite totalmente.

A romã possui 613 sementes, tal qual os 613 mandamentos judáicos “Mitzvots”, presentes no Livro Sagrado, a Torá.

Dessa forma, na tradição judáica, no feriado chamado “Rosh Hashanah”, dia em que começa o ano judáico, é comum consumir romãs, símbolo de renovação, fertilidade e prosperidade.

No antigo Egito o mês tinha três semanas de dez dias cada uma, e o ano doze meses, ou seja, 360 dias aos quais, para corrigir a anomalia astronômica, foram acrescentados cinco dias que eram os correspondentes aos aniversários dos deuses Osíris, Hórus, Set, Isis e Néftis.

Esses cinco dias acrescidos, eram considerados de mau agouro, e para aplacar o azar, eram oferecidas romãs, colocadas nos altares e semeadas no parque funerário, três romãs, simbolizando o Egito, mais cinco em honra aos cinco deuses patronos dos cinco últimos dias, e mais sete, em homenagem às sete trajetórias que as almas deviam percorrer para purificar-se.

A Romã é de difícil uso como alimento, porque a separação dos grãos, firmemente inseridos em sua polpa, exige certa habilidade, mas o seu suco, obtido com o esmagamento das suas sementes, que na realidade se constituem cada uma em um fruto separado, é de fácil obtenção.

A casca é grossa e robusta; quando bem maduro o fruto rompe-se, pondo à mostra alguns grãos; quando colhida e deixada em lugar quente, a Romã seca lentamente, não apodrece e mesmo seco é utilizado.

O interior apresenta duas câmaras, a alta que contém cinco celas onde se espremem dezenas de grãos e a câmara baixa, que se apresenta da mesma forma, os grãos têm no centro, uma diminuta semente branca e ao redor uma grande parte carnosa e transparente que as unem.

Os frutos representam os maçons que estão no Oriente Eterno, são pedras totalmente polidas que abrilhantam o Reino Celestial. As câmaras simbolizam a vida externa e a interna, ou seja, a mente humana e o espírito. As cinco células da Câmara Alta representam as fases intelectuais onde se estuda a razão da verdade eterna o conhecimento, o impulso para o elevado, para a moral e para a perfeita harmonia, também representam ao mesmo tempo as cinco raças humanas perfeitamente unidas e sem preconceitos, também recordam as cinco idades do homem; a embrionária, a infância, a do aprendizado, a construtiva e a madura.

As três células da Câmara Baixa correspondem ao aprendizado, ao companheirismo e ao mestrado.

As três substâncias do homem, sangue, carne e ossos, o homem Templo, o homem Altar e ao homem Alma, as três luzes, o V.’.M.’. e os Vvig.’. 

O formato externo representa a Terra, seja pela sua esfera, seja pela sua coloração e conteúdo e expressa na sua coloração a realidade.

A coroa de triângulos ou coroa da virtude, do sacrifício, da ciência, da fraternidade e do amor ao próximo está colocada numa extremidade da esfera.

A flor rubra representa a chama do entusiasmo que conduz o Neófito ao seu destino, iluminando a sua jornada.

As cores da Romã simbolizam o verde, o reino vegetal; a amarela, o reino mineral; e a vermelha, o reino animal.

As membranas brancas, que não constituem cor, mas a mistura de todas as cores como as obtidas quando o raio transpassa o cristal formando o arco-íris, simboliza a paz e o amor fraterno. O que mantém as sementes unidas na Romã é a sua pele interna. Essa pele, feita da mesma substancia carnuda e consistente da casca e do miolo, representa o selo, ou seja, o sigilo maçônico.

A Romã é uma fruta bastante diferente das demais e não foi por acaso que entrou como peça decorativa dos Templos Maçônicos. A sua casca, dura e resistente representa a Loja em si, o templo material e as sementes representam os OObr:. Sendo cada semente diferente da outra, em tamanho e formato, mas o paladar é único.

Na Maçonaria, os grãos da Romã, mergulhados na sua polpa transparente, simbolizam os maçons unidos com a energia e a força necessárias para realizarem o trabalho.

Rompido esse selo, as sementes ficam expostas ao ataque de pragas, deteriorando-as e estas perdem assim sua finalidade.

Igualmente na Loj.’., todos os nossos assuntos carecem da proteção do sigilo, sob pena de rompido este, a Loj.’. que é uma romã, venha a sofrer sérias consequências como a perda da coesão, da união que deve reinar em nosso meio em prol o bem comum.

Bibliografia: 
 
Nicolau Sevcenko, Prof. de História da Cultura - USP 
Ritual de A.’.M.’. do REAA - 4ª Instrução de A.’. M.’.

 

domingo, 4 de setembro de 2016

Por que ir à reunião da Lj?

 
 
 
(Autoria desconhecida e adaptado para o nosso contexto).
 
Um velho maçom escreveu a seguinte mensagem para um jornal:

- Eu tenho ido à Loja por 30 anos e durante este tempo devo ter ouvido uns 3.000 estudos, mas com exceção de um ou outro, eu não consigo lembrar da maioria deles...
 
- Por isso eu acho que estou perdendo meu tempo e os IIr.'. também estão desperdiçando o tempo deles!
 
Esta matéria, divulgada no jornal gerou uma grande discussão e depois uma resposta de um leitor foi divulgada:

- Estou casado há mais de 30 anos e durante esse tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 9.000 refeições.
 
- Mas, com exceção de uma ou outra, eu não consigo me lembrar da maioria delas, mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram, me alimentaram e me deram a força necessária para fazer minhas atividades.
 
- Sem essas refeições, eu e nossos filhos estaríamos desnutridos, fracos, desanimados ou até mortos.
 
- Da mesma maneira, se eu não tivesse ido às reuniões de minha Loj.'. para alimentar minha vida, minha alma e a da minha família, estaríamos hoje em terríveis condições espirituais!"

Meditemos sobre esses ensinamentos !!

 

Padres Maçons



Pesquisa e publicação de Hiran Luiz Zoccoli


Não há muito, foi publicada a seguinte lista incompleta de padres-maçons brasileiros em um jornal de Pernambuco, lista que aqui transcrevemos para perpetuação da memória dos que se não julgaram indignos com os vilipêndios que ainda hoje lhe são atirados;
Bisp Azeredo Coutinho 33.'. (Escritor português prelado de Pernambuco.)
Bisp Conde de Irajá 33.'. (Sagrador, coroador e celebrante do casamento de Dom Pedro II.)
Con Dr. João Carlos Monteiro 3.'. Con Francisco L. de Brito Medeiros Campos 3.'. Con Ismael de Senna Ribeiro Nery 18.'.
Frei Antonio do Monte Carmelo 18.'.

Frei Candido de Santa Isabel Cunha 18.'.
Frei Carlos das Mercês Michelli 7.'.
Fr Francisco de Monte Alverne 33.'. (Maior pregador do século XIX.)
Fr Francisco de Santa Thereza Sampaio 7.'. (Grande polemista)
Fr Francisco de São Carlos 33.'.
Fr Joaquim do Amor Divino Caneca 7.'.

Fr Norberto da Purificação Paiva 33.'.
Mons Pinto de Campo (Escritor pernambucano).'.
Pe Albino de Carvalho Lessa 3.'.
Pe Antonio Alvares Guedes Vaz 18.'.
Pe Antonio Arêas 3.'.
Pe Antonio da Immaculada Conceição 3.'.
Pe Antonio João Lessa 7.'.
Pe Auliciano Pereira de Lyra 33.'.
Pe Bartholomeu da Rocha Fagundes 30.'.
Pe Candido Ferreira da Cunha ( 1º Presidente da Constituinte do Brasil.) 33.'.
Pe Diogo Feijó (Regente do Brasil, na menoridade de D. Pedro II.) 33.'.
Pe Ernesto Ferreira da Cunha 17.'.
Pe Francisco João de Arruda 3.'.
Pe Francisco José de Azevedo (Inventor da primeira máquina de escrever.) 18.'.
Pe Francisco Marcondes do Amaral 3.'.
Pe Francisco Peixoto Levante 15.'.
Pe Guilherme Cypriano Ribeiro 3.'.
Pe Januário da Cunha Barbosa (Orador sacro, fundador do Instituto Histórico Brasileiro. ) 7.'.
Pe João da Costa Pereira 3.'.
Pe João José Rodrigues de Carvalho Celeste 7.'.
Pe Joaquim Ferreira da Cruz Belmonte 33.'.
Pe José Capistrano de Mendonça 30.'.
Pe José da Silva Figueiredo Caramurú 32.'.
Pe José Luiz Gomes de Menezes 33.'.
Pe José Roberto da Silva 3.'.
Padre José Sebastião Moreira Maia 3.'.
Pe Lourenço de Albuquerque Loyola 3.'.
Pe Manoel Cavalcante de Assis Bezerra de Menezes 3.'.
Pe Manoel Telles Ferreira Pita 7.'.
Pe Paulo de Maia 3.'.
Pe Thomaz dos Santos Mariano Marques 3.'.

Pe Torquato Antonio de Souza 3.'.
Pe Vicente Ferreira Alves do Rosário 33.'.

 
Vigário Eutychio Pereira da Costa 33.'. - (Deleg. do Grão Mestre no Pará em 1.877 - Bol G.O.B. 1.918 pág. 1.123.). Garantimos a autenticidade dos presentes nomes, pois se acham registrados na Grande Secretaria Geral da Ordem no Rio de Janeiro - Do Popular ( Victoria, de 16 de Maio de 1.908).
 
Padre Vicente Gaudinieri .'. - (Iniciado na Loja Modéstia nº 0214, em Morretes, transferido para Palmeira-PR, onde, por coincidência em 1º/02/1.898 foi fundada a Loja Conceição Palmeirense, a qual mais tarde, mudou o nome para Loja Moria. Participou como fundador da Loja Luz Invisível, está registrado no Livro de Obreiros nº 1, na página nº 23.)
 
Padre Guilherme Dias .'. -  (A Loja Luz Invisível nº 33 - Curitiba, possui correspondência deste irmão, quando passou a residir na cidade de Ponta Grossa.)
 
Bispo Claudemir Pereira do Nascimento .'. ( Dom Claudio de Deus ) - Iniciado em 15/05/1975, na ARLS BEITH-EL nº 1.788, subordinada ao Gr.·. Or.·. SP, posteriormente por solicitação do Grão Mestre, filiou-se na ARLS RETIDAO E PRUDENCIA nº 2.143, onde ocupou diversos cargos, inclusive o de V.·.M.·.. Em 1996, recebeu o Grau 33. Foi condecorado com o título de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, o qual recebeu em Barcelona, Espanha através do Grande Prior de Portugal. - Continua ativo na ARLS JEAN BAPTISTE WILLERMOZ 626, juridicionada a GLESP, onde, tambem exerceu o cargo de V.·.M.·.. Filiado à ARLS VALE DO NILO n° 23 - em Japeri, Estado do Rio de Janeiro, sob auspícios da GLMERJ em 15 de dezembro de 2.010. Membro ativo do Corpo Filosófico Olídio Sampaio Coelho, em Japeri, RJ.
 
Bispo Boanerges Waldemar Bueno .'., nome de batismo: Waldemar Martins Bueno de Oliveira (Dom Boanerges Waldemar Bueno) - Iniciado em 29/09/1986, na Loja Marques do Herval nº 114 - Osasco-SP, subordinada a Grande Loja do Estado de São Paulo. Participou como Fundador das Lojas: União e Lealdade nº 547; Jean Baptiste Willermoz nº 626; ainda, do Grande Capítulo dos Maçons do Santo Real Arco de Jerusalém do Estado de São Paulo; do Grande Priorato Soberano do Brasil das Ordens do Templo (Ordem do Templo - Atual Grande Registrador), Armado Cavaleiro Templário na Preceptoria Dom Diniz Nº 17 jurisdicionada ao Grande Priorardo Templário de Espanha. Ainda, participou como fundador: Grande Loja dos Maçons da Marca do Estado de São Paulo (Atual Grande Capelão ). Membro (Fundador) do Grande Priorato do Brasil da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa. Membro ativo do The Gran College Of The Royal Arch Knight Templar Priest Of Order Wisdon ( Inglaterra ) Tabernáculo Novo Mundo Nº. 227 - ( Atual I Pillar ). 
No dia 19/09/2012, recebeu o Grau V, da ordem dos Maçons Operativos (Inglaterra) (Rough Masons, Wallers, Slaters, Paviors, Plaisterers and Bricklayers ). The Worshipful Society Of Free Masons - South America - Brazil. Lodge Of Menatzchim or Super Intendent V.
 
 

sábado, 3 de setembro de 2016

O Olho que tudo vê



Antônio Amâncio de Oliveira
em 19/08/2016
enviado por email pelo Ir.'. José Carlos Vicenzo 


Dentre os símbolos da maçonaria, ganha destaque o “Olho que tudo vê”, por se tratar de um símbolo muito antigo e, ao lado do Esquadro e do Compasso, ser o mais conhecido e  identificado  pelos profanos como símbolo maçom. O Olho que tudo vê surgiu no Egito antigo onde também ficou conhecido como o Olho de Hórus. Hórus é uma divindade do Panteão Egípcio que compõe a Trindade, juntamente com seus pais:  Osíris e  Ísis. Ele é personificado por um falcão e esta ave, como é sabido, é reconhecida pela sua excelente visão. Segundo o mito, Hórus luta com Seth, a divindade do mal que matou seu pai. Nessa luta Seth arranca o Olho esquerdo de Hórus que simbolizava a Lua, enquanto o direito simbolizava o Sol. Esta é a razão porque o Olho que tudo vê, é um olho esquerdo. Anteriormente, ele foi chamado de “o olho de Rá”, simbolizando a realeza.

O Olho que Tudo Vê também era o símbolo da Casa da Luz, onde se praticava os mistérios, a religião esotérica dos egípcios. Os mistérios eram ensinados e praticados na Casa da Luz, onde se formava a casta sacerdotal. A família real também era iniciada nos mistérios onde aprendiam a Arte Real, enquanto os sacerdotes aprendiam a Arte Sacerdotal. A importância do que ali se praticava nos é mostrado pela Bíblia Sagrada, Moisés por ter sido adotado por uma princesa, era membro da família real. Nessa qualidade, ele foi iniciado nos mistérios, mas como não estava na linha sucessória, ele aprendeu os mistérios da Arte Sacerdotal. Durante o episódio conhecido como as Pragas do Egito, Moisés se apresenta perante o Faraó exigindo a libertação do seu povo. Ele ameaça o Faraó e este para mostrar o seu poder chama o seu sacerdote. O sacerdote atira o seu cajado no chão e ele se transforma numa serpente, Moisés atira o seu cajado ao chão e ele se transforma numa serpente que engoliu a serpente do sacerdote. Perante a Bíblia, o ato do sacerdote é feitiçaria enquanto o de Moisés é milagre. Na verdade, ambos vieram da mesma escola e nela aprenderam a Arte Sacerdotal.
No Cristianismo e, especialmente na Igreja Católica, o  símbolo do Olho que tudo vê é estampado dentro de um triângulo, que simboliza a Santíssima trindade e é reconhecido como o olho de Deus. A identificação com o símbolo egípcio soa evidente!
Na Maçonaria este símbolo está dentro de um delta, conhecido como o Delta Radiante. Numa outra composição, o olho é substituído pela letra Yod,  que é a inicial do nome inefável de Yahvé, ou Javé na forma aportuguesada. Javé é para nós o Grande Arquiteto do Universo e, sendo ele a sabedoria suprema, tem todo o conhecimento. Daí porque a sua  substituição pela a do Olho que tudo vê representa a mesma coisa.
O supremo conhecimento divino é para os gregos a Gnose, o que nos leva à identificação dos símbolos: o Olho que tudo vê  com  a letra G estampada dentro do Esquadro e do Compasso entrecruzados, simbolizando um outro símbolo, o dos dois triângulos entrecruzados do axioma de Hermes Trimegisto, cuja tradução é: Assim como é em cima é em baixo; o microcosmo é como o macrocosmo. Isso nos lembra a semelhança da configuração do átomo (micro) e o sistema solar (macro): elétrons e nêutrons girando em torno de um núcleo e os planetas e satélites girando em torno do sol. Também nos lembra  a criação do homem, quando Deus diz: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, o micro (homem) semelhante ao macro (Deus). O que também  é  dito  no Livro dos  Salmos 81:6 e confirmado por Jesus Cristo  no Evangelho de João 10:34: Vós sois deuses.

O  Olho Que tudo Vê,  ilustra o Grande Selo dos EUA. e a cédula de 1 dólar. Nestes é visto uma pirâmide cortada no topo e mais acima um delta com o Olho Que Tudo Vê em seu interior. O símbolo está a significar que a obra ainda não está concluída; a matéria ainda domina o espírito e só após a sua lapidação, livre das impurezas da matéria é que o homem poderá ascender, limpo e puro até a divindade de onde faz parte, unindo a pirâmide ao seu topo. Esta também é a obra que ficou inconclusa  na construção da Torre de Babel, quando o homem, ainda impuro, pretendeu ascender  até o Grande Arquiteto do Universo.
Na religião egípcia, o Deus Osíris presidia o julgamento dos mortos. Hórus era incumbido de lhe fornecer todos os registros dos atos daquela alma. Dessa forma, era possível sopesar o que ela fez de bom e o que fez de ruim  durante a sua existência terrena. Isso iria decidir se a alma seria condenada ou estaria salva. O coração do falecido era pesado na balança de Osíris e o peso de suas más ações ou das boas decidiriam  o seu destino final. O "Olho Que tudo Vê", mantém os homens informados das ações escondidas dos seus semelhantes, tal fato se dá mediante o que nós conhecemos por intuição. Através dela, aquilo que é feito às escondidas acaba sendo descoberto e trazido à luz. Isso nos traz a certeza de que nunca estamos sós.

Na Maçonaria ele nos recorda a vigilância que é mantida sobre a nossa conduta. Ele nos esclarece que podemos enganar os homens, mas jamais enganaremos o Grande Arquiteto do Universo. O Olho Que tudo Vê nos acompanha, mantendo a vigilância sobre nós. Ele simboliza a Divina Providência e, por isso mesmo também registra o que fazemos de bom e vela pela nossa justa recompensa.

Maçônicamente falando, as nossas boas ações, é que irão nos indicar para o aumento de salário como operários da grande obra do Grande Arquiteto do Universo.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Os três pontinhos


 

Enviado por email pelo
Ir.'. José Carlos Vicenzo
A.'.R.'.L.'.S.'. "Luz de São João" nº 750
Or.'. de São Bernardo do Campo - SP


Os três pontos (.’.) em forma de triângulo equilátero são utilizados na Maçonaria como abreviatura e como símbolo.
Sua primeira utilização foi como um sistema de abreviaturas, não havendo consenso quanto a sua origem:

(1) Teriam sido utilizados pela primeira vez numa circular de 12/08/1774, onde o Grande Oriente de França informava a mudança de seu endereço;
(2) Teriam sido utilizados pela primeira vez dez anos antes, desde 03/09/1764, nas atas da Loja Sincerité;

(3) Teriam sido uma herança dos antigos Rosa-Cruzes, legada à Maçonaria Operativa cem anos antes, no século XVII; e (4) Teriam se originado na escrita hieróglifo dos egípcios, que utilizavam os três pontos (...) como uma forma de plural, o que remeteria a origem a uma época bem mais distante.

O uso dos três pontos tornou-se então um sistema prático de abreviação de palavras e ainda uma forma de se ocultar os termos e afirmativas de ordem doutrinária, desvirtuando e ocultando da curiosidade dos não iniciados o significado do que é restrito aos Maçons.

De sistema de abreviaturas, os três pontos foram elevados à categoria de símbolo, prestando-se a inúmeras interpretações.  Neles se pode ver a figura do triângulo equilátero, que nos leva ao delta, figura tida como perfeita por ter seus ângulos e lados perfeitamente iguais. O delta é um dos mais importantes símbolos da Antiguidade, representando a Trindade Divina: Pai, Filho, Espírito Santo (cristãos); Ami, Nuah, Bel (caldeus); Hes, Tharan, Belen (celtas e bretões); Nara, Nari, Viraj (brâmanes); Brahma, Vishnu, Shiva (hindus); Osíris, Ísis, Órus (egípcios).

O delta pode também representar as três faces ou aspectos da divindade e de sua tripla força indivisível: Onipotência-Onipresença-Onisciência; Criador-Conservador-Destruidor;
Energia-Resistência-Movimento; Energia-Matéria-Vida; Começo-Meio-Fim; Tese-Antítese-Síntese; Vontade-Amor-Inteligência; Vontade-Ideia-Ação.

Para a Escola Mística, o delta representa as forças criadoras primordiais da filosofia hermética: Enxôfre-Sal-Mercúrio.

Os três pontos podem significar ainda: Salomão-Hiram de Tiro-Hiram Abif; Sabedoria-Força-Beleza; Liberdade-Igualdade-Fraternidade.

Todavia, quando o Maçom utiliza os três pontos em sua assinatura, além de como tal se fazer reconhecer por seus IIr.’., o faz no sentido do sigilo, da discrição. Da mesma forma que os três pontos são utilizados como abreviatura que oculta termos de ordem doutrinária restrita, trata-se de uma indicação de que, ao assinar o seu nome, trouxe à lembrança seu juramento de guardar segredo sobre todos os assuntos que só dizem respeito aos Maçons.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

As ferramentas (adaptação)


 
postado pelo Ir.'. Antônio César Brito
V.'.M.'. da A.'.R.'.L.'. S.'. "Stella Matutina" nº 658
Or.'. São Bernardo do Campo - SP.
no Grupo Stella Matutina 658 - Whats App 
 
Um grupo de ferramentas reuniu-se em Assembléia em uma Oficina para acertar suas diferenças.

Um Malhete estava exercendo a presidência, mas, alguns participantes exigiram sua renúncia.
 
A Causa?
 
O Malhete fazia demasiado barulho, vivia golpeando, não deixava ninguém falar e se achava dono do lugar.

O Malhete, revoltado, disse que ele e que estava sofrendo um golpe e pediu a expulsão da Régua, do Maço e do Cinzel, um grupelho que conspirava contra ele; a Régua queria controlar o trabalho e o descanso físico e espiritual, segundo suas medidas sem dar satisfações a ninguém como se fosse a única perfeita; o Maço e o Cinzel só tratavam de asperezas, e, um sem auxílio do outro não tinha nenhum valor.
 
A Régua não se conteve e transferiu as acusações para o Esquadro, o Nível e o Prumo, pois, estes, não faziam o trabalho pesado e ainda queriam aferir tudo; o Nível só trabalhava na horizontal – muito descansado; o Prumo dizia que sua visão vinha de cima e não poderia ser contestado; e o Esquadro, queria sempre ver tudo sobre todos os ângulos... que prepotência...
 
O Esquadro aborrecido asseverou – Faço apenas o que está traçado na Prancheta, que se queixem com o Compasso o Lápis e o Cordel que são os culpados, eles e que maquinam tudo, dizem que juntos, e a partir de um único ponto, projetam uma linha, um ângulo, um plano e um sólido... como é possível?
 
Neste momento, todos, com respeito, se calaram, pois entrou na Oficina o Mestre da Obra. Este juntou todas as ferramentas e, apresentando a prancheta com o traçado e disse: – hoje vamos dar continuidade a construção projetada pelo Grande Geômetra.
 
Com a participação de todos, os trabalhos foram iniciados e realizados em paz – com ordem e exatidão. Ao final, 
o Fiscal da Obra constatou que estava tudo justo e perfeito. Quando o Mestre foi embora as ferramentas voltaram a discussão.
 
Mas, a Prancheta adiantou-se e disse: – Senhores, ficou demonstrado que todos temos defeitos, mas o Mestre da Obra trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos... Portanto, em vez de pensar em nossas fraquezas, devemos nos concentrar em nossos pontos fortes.
 
Então a Assembléia entendeu que todos eram necessários, e, como equipe, eram fortes precisos e exatos, por isto, capazes de produzir com qualidade.
 
Uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade que tiveram de trabalharem juntos. E assim despediram-se, contentes e satisfeitos.
 
Quando buscamos defeitos em nossos Irmãos, a situação torna-se tensa e negativa.
 
Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes, florescem as melhores conquistas. É fácil encontrar defeitos...
 
Qualquer um pode fazê-lo! Mas, encontrar qualidades?
 
Isto é para os sábios!