sexta-feira, 18 de março de 2016

O Simbolismo Maçônico de "Pinóquio"


Ir.’. Marcelo Tognolli -  C.’.M.’.
Obr.’. da A.’.R.’.L.’.S.’."Stella Matutina nº 658
Or.’. São Bernardo do Campo/SP
24 de Novembro de 2014 da E.’.V.’.
 

Fonte – Sublime União  WEBsite Sobmalhete

Trabalho repassado pelo 
 Ir.: Baltasar Madrid
A.'.R.'.L.'.S.'. "Equidade" nº 185.
 

 

Carlo Collodi escreveu em 1882: “As Aventuras de Pinóquio”, que conta a história de um velho mestre artesão que construiu um boneco de madeira. 


Essa história simples tem considerações de ordem moral e da evolução da pessoa, que faz da história um relato iniciático, no qual Pinóquio se vai desprendendo de seus muitos defeitos até se tornar um verdadeiro ser humano, uma criança nesse caso. 

Poucas pessoas sabem que o Pinóquio saiu da mente e da criatividade desse escritor italiano e não é um conto de fadas. Na verdade, é um romance, mas sua trama infantil suspeita é nada mais do que o veículo por meio do qual destina-se a entregar uma mensagem profundamente espiritual, iniciática, de desenvolvimento pessoal. 

Na verdade, Collodi, foi um membro da Ordem Maçônica e Walt Disney, que essa história imortaliza no filme de animação e cujos desenhos representam mais do que qualquer outro o boneco e os outros personagens, também foi um Ir.’. maçom. 

No contexto conturbado da reunificação italiana, liderada por outro Ir.’., José Garibaldi, Collodi escreveu: “As Aventuras de Pinóquio”, cuja análise superficial do trabalho revela uma apologia para a educação e uma denúncia do vício e da ociosidade. Ideais próprios da cultura ocidental, mas são inevitáveis mandatos para encomendas para as ordens esotéricas. 

Vamos rever a história e algumas palavras que são muito esclarecedoras do ponto de vista maçônico: Gepetto, um velho mestre que usa o avental, sempre sonhou em ter uma criança, de modo que, ao ver brilhar no céu a Estrela Azul fervorosamente pediu que seu desejo fosse concedido (isso é entrar em contato com um maior nível de consciência). 

Naquela noite, enquanto Geppeto dormia, apareceu a Fada Azul e deu vida ao boneco e o advertiu a se comportar bem para se tornar um menino de verdade (o compreendemos a partir da idéia de ser um homem de verdade, outra idéia inspiradora das Escolas de Iniciáticas). 

Para aconselhamento sobre seu comportamento chamou o Grilo Falante como sua consciência (o trabalho consciente de desenvolvimento pessoal é também um ideal hermético). Não nos esqueçamos de que Pinóquio foi trabalhado à mão pelo carpinteiro que o elaborou a partir de um pedaço de madeira, criando mesmo um boneco muito bom, graças ao seu esforço (na Maçonaria se trabalha para dar forma a uma pedra). 

Os fios que movem o destino dos bonecos são semelhantes aos fios do destino que movem as pessoas quando desenvolvemos a consciência. Assim, então, Pinóquio com falta de consciência e surdo aos ensinamentos do Grilo Falante (outro Mestre) provou ser amoral e estúpido.
 
Poderia dizer que Pinóquio estava vivo, mas ainda não tinha livre arbítrio, estava dormindo, não usava a sua consciência, desconhecia a Senda da virtude e da libertação, foi uma espécie de “morto vivo”. 

O esoterismo ensina que, infelizmente, a maioria dos seres humanos são como Pinóquio, eles seguem o caminho mais fácil e não sabem que existe algo melhor, algo que nos conecta com níveis mais elevados de consciência. 

Sabemos que: “A verdade é que existem apenas dois tipos de homens em todo o mundo: os poucos que já perceberam o esquema divino poderoso, e as imensas massas que ainda não o conhece. Os últimos vivem para eles mesmos, e estão muito escravizados por suas paixões; os primeiros vivem para Deus e para a evolução, que é a Sua vontade, e independe se são chamados Budistas ou hindus, muçulmanos ou cristãos, ou pensadores judeus”. 

Pinóquio é o escravo de seus “eus”, esse é um ego hipertrofiado produto de distintos vícios que foram acumulados. Suas mentiras fazem crescer o nariz e as orelhas de burro depois. Essa é uma alegoria física de todos os agregados psíquicos que o acompanham. 

Uma ou outra vez, Pinóquio, pela Lei de Causa e Efeito, sofre as consequências de suas más ações, que o conduzem a pagar com o sofrimento do “karma” que ele gerou. Quando a vida de Pinóquio não poderia ser mais insuportável, é engolido por uma baleia. 

Esse episódio, que evoca claramente a história bíblica de Jonas, que vem a ser no Simbolismo Maçônico da Câmara de Reflexões, representada pela descida ao centro da terra.

Vivido até peloo próprio Jesus, conforme Mateus 12:40: “Pois assim como Jonas esteve no ventre do grande peixe por três dias e três noites, assim estará o Filho do Homem no seio da terra três dias e três noites”. 

O Filho do Homem, também, como o Pinóquio, foi o filho de um mestre carpinteiro. 

Como acontece com qualquer tradição esotérica válida é a morte mística; à luz de uma vela, Pinóquio medita sobre o seu destino e decide mudar, deixando para trás seu passado de inconsciência. Finalmente o boneco é expelido pela baleia para o mar, onde a água atua como um purificador, limpando-o interna e externamente. 

Diz-se que quando alguém está imerso em uma corrente de água, renasce para uma nova vida. Essa prática é comum em muitas tradições religiosas e do batismo cristão. 

Maçônicamente tem a ver com a lenda do primeiro grau e o Mar de Bronze. 

Pinóquio, no entanto, não sobrevive à fúria do oceano e, finalmente, se afoga. Essa morte do boneco equivale à morte mística do profano ao ser iniciado.  

Nas palavras do Evangelho cf João 3:3-10:“Em verdade, em verdade vos digo que se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus (…) quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. 

Ao retornar à vida, Pinóquio vai para um estado mais elevado, que vai adquirir uma humanidade plena.  

Finalizando: Vale a pena ver “Pinóquio” e descobrir o profundo conteúdo simbólico e iniciático desse trabalho. Especialmente para aqueles que pertencem a instituições filosófica, como a Ordem Maçônica. 

Mas para o resto dos mortais, enquadrada nos limites morais, a aventura de Pinóquio também tem muito a dizer, sobretudo porque o boneco se parece muito como nós somos. Podemos dizer o quanto a história corresponde à evolução dos seres humanos para alcançar a plena realização da “humanidade”, como seres humanos completos e particularmente com a nossa própria evolução como maçons. 

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quinta-feira, 17 de março de 2016

A Maçonaria recruta membros em redes sociais; Folha faz entrevista de entrada


Para que os IIr.'. possam estar se posicionando a respeito do assunto:


 
Chico Felitti
Colunista da FOLHA
14/03/2016 – 02h00

“A Vila Olímpia como você nunca viu! Apê top, com muita sofisticação. Um anúncio verídico e banal de rede social. “Acesse o link abaixo e faça parte dos Mistérios e Privilégios da Franco-Maçonaria.”
A publicidade no Facebook rompe com três séculos de tradição: A Maçonaria, organização exclusivamente masculina, passou a recrutar seus membros nas redes sociais.
O anúncio, pago por um braço paulistano do grupo, foi direcionado a homens de todas as idades que morassem em São Paulo.
A reportagem da FOLHA, preencheu o formulário de perguntas, entre elas: “Qual é a sua renda mensal?” e “Sua mulher se opõe à sua entrada na Maçonaria?”, e, dois dias depois, foi à entrevista para virar maçom.
Uma mulher loira, cuja blusa deixava entrever a tatuagem ”carpe diem” que tem no colo, recebe os candidatos num casarão de cor azul-bebê, perto da rua São Caetano, no centro.
A fila de espera tem um estudante de enfermagem, um segurança de casa noturna, um autônomo e um repórter.
“Eles arranjam emprego um para o outro”, comenta o segurança com o autônomo, antes de ser entrevistado.
Os candidatos entram num cômodo azulejado, sem móvel, a exceção são duas cadeiras de escritório. O Mestre (terceira posição na hierarquia), que vai conduzir a entrevista, está em uma delas.
Uma nova loja (grupo fixo que se reúne de forma periódica) será aberta naquele templo. Há no Brasil, cerca de 40.000 homens distribuídos por 3.000 lojas.
A fundação de um grupo requer um quórum de sete novos membros. Associados mais antigos ficam responsáveis por apadrinhar os novatos, diz o homem, de camisa Dudalina, anéis em três dedos, com que segura um iPhone de última geração.
“Aqui não tem nada de mistério, não é religião, ninguém mata ninguém”, diz. Os encontros são como uma Rede vitalícia de relacionamentos. Que tipo de relacionamentos? “Vou deixar sua mente florear o quanto quiser”.
Após a entrevista, a ficha do candidato vai para o escrutínio de outros maçons. Membros antigos têm poder de veto. “Mas isso não acontece nunca”. Depois do aval, é feita a cerimônia de aceitação.
O custo dos paramentos para o dia da estreia fica por volta de R$ 1.400,00, e é somado aos R$ 140,00de mensalidade e às contas dos jantares mensais do grupo.
A entrevista é sobre as motivações que levaram o candidato à Maçonaria, e em que ele poderia ajudar.
No fim de 30 minutos de conversa, a despedida vem com um elogio (“Seu perfil interessa muito”) e uma advertência (“Nós estamos em todos os lugares e todos os níveis hierárquicos, por isso é fácil saber mais sobre você”).
Fazem parte da organização, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), 58 deputados federais, além de 6 senadores, segundo levantamento feito pela FOLHA em 2013.
Segundo um dos secretários da Confederação Maçônica do Brasil, que não quis ser identificado, o modelo de entrada por indicação ainda é o mais aconselhado. Ele disse nunca ter ouvido falar em anúncios na internet.
Informada de que seu processo seletivo inovador seria tema de uma reportagem, a loja do centro respondeu: “O silêncio e a discrição sempre norteiam nossos trabalhos, portanto não vamos nos manifestar oficialmente sobre o assunto, que de fato é controverso. Saudações Fraternais.
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Antônio Carlos Kurihara
Or.’. Ribeirão Preto
Comentário postado na página do Ir.’. Ronaldo Fernandes - Facebook
O presidente da CMSB (Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil), entidade que congrega as 27 Grandes Lojas de todos os estados brasileiros, Ir.'. Ronaldo Fernandes, divulgou mensagem em repúdio à matéria publicada no jornal Folha de São Paulo na última segunda, 14/03, matéria esta que informa, de forma leviana, rasa e tendenciosa, que a Maçonaria estaria recrutando seus membros em redes sociais!
Diz a matéria, de cunho sensacionalista, que se estaria rompendo com três séculos de tradição e que a Maçonaria teria como preocupação ou objetivo principal, a renda do pretendente.
Esclarece apenas , que se trata de um “braço paulistano” da Maçonaria sem citar a qual braço se refere, ou principalmente, sem buscar informações mais fidedignas, com as reais entidades ou Potências que representam a Maçonaria no Brasil.
Para quem não conhece nossa Ordem a FOLHA induziu pensar que se trata de um grupo de aproveitadores da boa fé alheia, interessado apenas em arregimentar membros, mesmo desqualificados, desde que tenham como contribuir com sua loja.
É lamentável que um jornal de grande circulação nacional, se preste a esse triste papel, de denegrir a imagem de uma instituição centenária, que sempre pautou sua atuação nos estudos, aprimoramento de valores éticos e morais de seus membros, e na busca da felicidade humana, sem que não tenha tido o mínimo cuidado de aprofundar sua matéria e de buscar outras fontes de informação.
Que a Verdade prevaleça sempre !!!
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Segue texto de resposta à reportagem da Folha de São Paulo - 14/03/2016:
Sobre a reportagem Maçonaria virtual (Cotidiano, 14/3), as 27 Grandes Lojas do Brasil, congregadas na Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), esclarecem que instituições maçônicas regulares não arregimentam membros por redes sociais, não exploram a boa-fé de quem quer que seja e não fazem propaganda. Os métodos para aceitar novos membros são apenas por indicação de maçons ativos e regulares e possuem longínqua tradição. Entidades auto intituladas maçônicas usurpam a imagem da Maçonaria regular, que repudia esses atos. A Maçonaria é alicerçada em princípios éticos e morais, contribuindo para que seus membros sejam verdadeiros construtores sociais.

RONALDO FERNANDES
Presidente da CMSB (Brasil)

terça-feira, 15 de março de 2016

A mulher invisível - texto para meditação


postado no You Tube por
Tatiana Mili em 25/05/2010
Recomendado pela
Pastoral Familiar do Rio de Janeiro

Tudo foi acontecendo aos poucos.....Eu falava, mas ninguém me escutava....

Eu dizia: - Desliguem a tv,  por favor” E......nada acontecia!!!
Então eu gritava: “- Desliguem a tv, por favor !!
E, depois de repetir várias vezes, eu mesma acabava por desligá-la.
Percebi isso em várias outras situações, como por exemplo: Meu marido e eu estávamos em uma festa há horas.
E eu já estava me aprontando para ir embora....Sinalizei a ele e fui saindo, mas ele continuou conversando.. Nem sequer se virou para mim !!!
Foi então, que percebi e concluí:
“Ele não conseguia me ver  !!! Eu então, sou invisível.....Sim...eu sou invisível !! invisível”.....
 Fui notando que isso era cada vez mais presente em minha vida!!!
 Ao levar meu filho para a escola a professora perguntava a ele:
“- Milton, quem é essa pessoa que está com você??”
E ele respondia: ”- Ninguém !!”
Ele só tem cinco anos e para ele eu já era: “Ninguém!!”

De outra feita, numa noite dessas, nosso círculo de amizades se reuniu para celebrar a volta de uma amiga, da Inglaterra. Janice contava tudo sobre a viagem e eu, olhava as outras mulheres na mesa...
Eu tinha me maquiado no carro e usava um vestido qualquer.
Meu cabelo estava sujo e com um prendedor velho. Estava me sentindo ridícula !!
Janice veio até mim e me disse “Eu trouxe isto para você !!!”
O presente era um belíssimo livro que falava sobre as grandes catedrais da Europa, que eu só fui entender quando li a dedicatória que dizia:
“- Com minha admiração, por tudo de bom que você constrói e que ninguém vê !!”
Pois bem, não se sabe os nomes de quem construiu as grandes catedrais. Você procura e só acha: “Construtor desconhecido”.....desconhecido........desconhecido....
Muitos dos construtores completaram obras sem saber que jamais seriam reconhecidos por elas.
Há inclusive uma estória, sobre um dos construtores, o qual estava esculpindo um pássaro que seria coberto por um telhado, quando alguém o questionou:
“ -Porque gastar tanto tempo em fazer algo que ninguém verá??”
Ao que ele respondeu: “- Porque Deus vê !!”

Ah !! Aqueles construtores acreditavam que Deus via tudo.
Deram suas vidas por obras que nunca viram ser concluídas. Algumas catedrais demoraram mais de cem anos para ficarem prontas e isso é mais que a vida útil de um trabalhador.
Sacrificaram suas vidas, dia após dia, para não terem qualquer reconhecimento de uma obra que nunca iriam ver concluída.
Um dos construtores chegou a dizer que nenhuma grande catedral seria novamente erguida, porque havia pouquíssimas pessoas dispostas a tanto sacrifício.
Eu fechei o livro e foi como se Deus assim me dissesse:

“- Eu te vejo!!”
“- Você não é invisível para mim !! Nenhum sacrifício e tão pequeno que eu não veja !!”

“- Eu sorrio ao ver cada bolo, cada botão pregado ...Vejo cada lágrima de decepção quando as coisas vão mal.”

“- Mas lembre-se: Você está construindo uma catedral !! E ela não ficará pronta durante toda sua vida. Infelizmente você nunca entrará nela. Mas, se construí-la bem e forte, eu entrarei" !!

Então, nas vezes, que a invisibilidade que me afligia, comecei a entender que ela não era a doença que apaga minha vida !! Ela era a cura para o meu egocentrismo. Era o antídoto para meu orgulho !!

Não me importa agora se os outros me veem ou não....Não me importo mais se meu filho não disser ao seu amigo que for lá em casa: “ - Puxa, ela acorda às quatro da manhã, faz muitas coisas,  cozinha e passa toda a roupa, ainda  que eu faça tudo isso.....

Quero que meu filho se sinta feliz quando voltar para casa e possa dizer ao seu amiguinho:

“- Você vai adorar quando ir lá em casa !!

Então, não importa se os outros me vejam. Não trabalho mais para as pessoas !!! Trabalho para Deus !! Me sacrifico por Ele. Mesmo que os outros nunca prestem atenção, por melhor que eu trabalhe. Rezo então para que o meu trabalho fique apenas, como um monumento para o nosso Deus !!! 

sábado, 12 de março de 2016

O Segredo Maçônico - Fernando Pessoa

Fernando Pessoa
 publicado no bloghttp://mictmr.blogspot.com.br

O verdadeiro Segredo Maçônico...
É um segredo de vida
e não de ritual
e do que se lhe relaciona.
Os Graus Maçônicos comunicam àqueles que os recebem,
sabendo como recebe-los,
um certo espírito,
uma certa aceleração da vida
do entendimento
e da intuição,
que atua como uma espécie
de chave mágica dos próprios símbolos,
e dos símbolos
e rituais não maçônicos,
e da própria vida.
É um espírito,
um sopro posto na Alma,
e, por conseguinte,
pela sua natureza,

...incomunicável.


Fernando Pessoa (1888-1935), nascido Fernando António Nogueira Pessoa, foi maçom em Lisboa, sua cidade natal. É tido como um dos maiores poetas que a língua portuguesa produziu, sendo seu valor equiparável ao de Camões.

Zegota (Resgate)

 
 
 
publicado em 21/09/2013, por
Eunice Spindola em seu blog "eunicespindolaindica.blogspot.com.br"

(Zegota, que em polonês, quer dizer "Resgate", é também conhecido como "Konrad Comit Zegota", foi um codinome pelo qual era chamado o Conselho de Ajuda aos Judeus (em polonês: Rada Pomocy Zydom), foi uma organização polonesa clandestina de resistência, que existiu na Polônia  ocupada pelos alemães, ativo entre os anos de 1942 e 1945.

O Conselho de Ajuda aos jJdeus "Zegota", que era operado sob os auspícios do governo polonês no exílio, através da Delegação do Governo da Polônia, em Varsóvia, era a ajuda do país aos judeus, para encontrar locais de segurança para os mesmos na Polônia.
 
 
A Polônia foi o único país da Europa ocupada, onde existia uma organização como esta. )

 
Fez parte dele uma senhora, de nome Irena Sendler, que  por seu trabalho e amor ao próximo, a despeito do risco da própria morte, se destacou.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!).

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhonete (para crianças de maior tamanho).
 
Também levava na parte de trás da camioneta um cão, a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.

Enquanto pôde manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar da morte, cerca de 2500 crianças.


Por fim, os nazis apanharam-na.

Souberam de suas atividades e em 20 de Outubro de 1943, Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada.

Num colchão de palha, encontrou uma pequena figura de Jesus com a inscrição: "Jesus, em vós confio !!", conservando-a  consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

Ela, a única que sabia os nomes e moradias das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e não traiu seus colaboradores ou as crianças ocultas.

Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação.
Já recuperada foi, no entanto, condenada à morte.

Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, ele gritou-lhe em polaco: "Corra!".


Esperando ser baleada pelas costas, Irena, contudo, correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza de que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais.

Os membros da organização Żegota "Resgate" tinham conseguido deter a execução de Irena, subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, guardadas num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás.

Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.

Em 2006, Irena foi mencionada para receber o Prêmio Nobel da Paz, mas não foi selecionada.

Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global.

Porém, não podemos permitir que esta Senhora seja esquecida!!

Já se p
assaram mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Esta mensagem será reenviada como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos (inclusive 1.900 sacerdotes católicos ), 500 mil ciganos, centenas de milhares de socialistas, comunistas e democratas e milhares de deficientes físicos e mentais e que foram assassinados, massacrados, violados, mortos pela fome e humilhados, com os povos do  mundo, muitas vezes, olhando para o outro lado...

Agora, mais do que nunca, com o recrudescimento do racismo, da discriminação e os massacres de milhões civis em conflitos e guerras sem fim em todos os continentes, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça.


Agradecemos sinceramente a Deus, o envio de anjos como esse !! 

O aparecimento de gente como Irena Sendler, que salvou milhares de vidas praticamente sozinha, é extremamente necessária.
 


  

"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler


 


"Qualquer coisa que você aceite plenamente o conduzirá à paz.”
Eckhart Toll

 

Não podemos de forma nenhuma permitir, que esta Senhora e seu belo trabalho humanitário sejam esquecidos !!!
São pessoas com índole, caráter e determinação como essa, que a Humanidade precisa e que nas quais devemos nos espelhar!!!

Una-se a nós e seja mais um elo desta cadeia comemorativa e ajude a distribuir essa mensagem por todo o mundo...

domingo, 6 de março de 2016

O Pav.'. Mosaico

TEXTO: Ir.'. George Washington T. Marcelino
Or:. de São Paulo – SP

 
A perfeição que buscamos, que aprendemos e que queremos semear, só será alcançada quando cada um de nós parar de frente ao PAV.'. MOSAICO e conseguirmos meditar e compreender toda sua profundidade, toda lição que nos transmite, toda força que traz em si, apesar de toda singeleza e pureza, que na maior parte das vezes nos faz olhá-lo, como se fossem meros ladrilhos pintados de branco e preto. Ledo engano daqueles que assim agem e assim pensam.

O pesquisador Maçom Joaquim Gervásio de Figueiredo em seu “Dicionário de Maçonaria”, define PAV.'. MOSAICO como sendo “um dos ornamentos da Loj.'., composto por ladrilhos ou quadriculados alternadamente brancos e pretos. Simbolizam seres animados que decoram e ornamentam a criação, bem como o enlace, de espírito e matéria em vida”.


Apesar de no antigo Egito o PAV.'. MOSAICO ser um lugar sagrado, proibido de ser pisado e com forte apelo religioso, na Maçonaria é o lugar por onde caminham todos os IIr.'., independente de Grau, sem ter ligação com qualquer religião, pois ele não é o tapete sagrado ou o “santus santorum”, do Templo de Jerusalém.
 
Ele está em Loj.'. para ser pisado com respeito e seus quadrículos brancos e negros estão – ao serem pisados – para lembrar que todos somos iguais, independentemente de credo, raça e cor, e que deve haver simetria, perfeita harmonia entre os homens.

Harmonia, eis algo difícil de ser alcançado. No mundo profano, a harmonia parece cada vez mais distante. Porém, após ter sido gerado na Câmara de Reflexões, o novo homem deve buscar essa harmonia com maior afinco e com certeza, no mundo maçônico, ela tende a se tornar mais acessível a cada dia e a cada vinda à Loja.
 
A Loj.'. é um emblema da natureza, uma representação do universo.
No Or.'., sob o Dossel que cobre o assento do V.'. M.'., no centro do triângulo luminoso que tudo ilumina com a sua luz resplandecente, brilha o misterioso G:., cujo verdadeiro significado só é conhecido pelos Iniciados.

O G.'.A.'.D.'.U.'. em sua fantástica criação do mundo, espalhou por toda sua obra contrastes e opostos, que dão o perfeito equilíbrio da natureza. O dia e a noite, os mares e os continentes, o frio e o calor, o sol e a chuva, as presas e os predadores, a matéria e o espírito, enfim, a divina criação é justa e perfeita com seus opostos, perfeitamente distribuídos e cada qual com seus limites, como o PAV.'. MOSAICO, o chão da Loj.'., que representa o Universo onde nós vivemos e pisamos, com esses contrastes que se harmonizam.

 
E nossa luta pela harmonia se torna pior quando é travada dentro de nós, seres humanos. O comportamento da humanidade está repleto de opostos. O homem muda parcialmente do branco para o preto e vice-versa.

A nossa luta constante em sermos o mais perfeito possível, após sairmos da Cam.'. de RRef.'., a cada vez que nos deparamos frente ao PAV.'. MOSAICO, nos lembramos do pior dos nossos defeitos: a Ambição. A ambição de querermos alcançar todos os Graus, a ambição de nos tornarmos VV.'.MM.'., a ambição de termos e sermos ou nos considerarmos melhor que o próximo, mais próximo o nosso Ir.'., a ambição de nos aproveitarmos de um de nossos IIr.

Nesse sentido, coloco a todos a importância do PAV.'. MOSAICO, que a mim constantemente tiro lições, aprendo e a ele me rendo, face a sua harmonia, me ensina que a ambição dos homens por uma parte, e pela outra, a vaidade, tem feito da terra um espetáculo de sangue: a mesma terra, que foi feita para todos, quiseram alguns fazê-la unicamente sua: digam os Alexandres, os Césares, os Hitlers, outros conquistadores; heróis não por princípio de Virtude, ou de Justiça, mas por um excesso de fortuna, de ambição e de vaidade.

 Esses mesmos, que tomados por si sós cabiam em um breve espaço, medidos pelas suas vaidades, apenas cabiam em todo o mundo: uma conquista injusta sempre começa pela opressão dos homens conquistados e pelo destroço de uma terra alheia.

O PAV.'. MOSAICO nos ensina exatamente o contrário, sermos o que somos, mas, sem ambição, sem vaidade.
Caso o Ir.'. não tenha percebido, olhe atentamente para o PAV.'. MOSAICO e deixe-o entrar dentro de si, sinta a sua força, o seu poder, solte-se, não tenha medo, ele muito nos ensinará, pois sua força e ensinamentos são infinitos.

O PAV.'. MOSAICO nos ensina que nascem os homens iguais, um mesmo e igual princípio os anima, os conserva, e também os debilita e acaba.


Somos organizados pela mesma forma e por isso estamos sujeitos às mesmas paixões, e às mesmas vaidades.
 
Para todos nasce o Sol; a aurora a todos desperta para o trabalho; o silêncio da noite anuncia a todos o descanso. O tempo que insensivelmente corre e se distribui em anos, meses e horas, para todos se compõe do mesmo número de instantes.
 
Essa transparente região a todos abraça; todos acham nos elementos um patrimônio comum, livre e indefectível; todos respiram o ar; a todos sustenta a terra; as qualidades da água e do fogo a todos se comunicam. O mundo não foi feito mais em benefício de uns, que de outros; para todos é o mesmo; e para o uso dele todos têm igual direito; ou seja, pela ordem da natureza, ou seja, pela ordem da sua mesma Instituição.

Todos achamos no mundo as mesmas partes essenciais. Que coisa é a vida, para todos mais do que um enleio de vaidades e um giro sucessivo entre o gosto, a dor, a alegria, a tristeza, a aversão e o amor? Tudo isso o PAV.'. MOSAICO nos mostra claramente e nos ensina. Nós, é que não prestamos atenção ao mesmo.

Quem imagina o que deseja, tudo pinta com cores lisonjeiras e mais vivas; por isso a verdade é grosseira e mal polida; tudo que descobre é sem adorno; antes faz desvanecer aquela aparência feliz, com que os objetos, primeiro se deixam ver na ideia, do que se mostrem na realidade.

Todas essas propensões e inclinações se encontram em cada um de nós e assim devia ser, porque as variações do tempo, da idade, da fortuna e dos sucessos a todos compreende, e a todos iguala; só a vaidade a todos distingue, e em todos põe um sinal de diferença e um caráter de desigualdade e por mais que a terra fosse feita para todos, nem por isso a vaidade crê que um homem seja o mesmo que outro homem.

O PAV.'. MOSAICO, em sua retidão, separa tudo isso, respeita, não agride, é fundamental para a Maç.'., pois mostra claramente que somos todos iguais e assim devemos nos manter por mais que a tentação da ambição ou da vaidade nos ataque.

Jamais seremos verdadeiros Maçons se dentro de nós houver a vaidade, a ambição, a inveja, o interesse ou qualquer forma de aproveitarmos da situação do próximo em nosso benefício.

Tirada a insígnia, o que fica é um homem simples; despida a toga consular também fica o mesmo. Se tirarmos do capitão a lança, o casco de ferro e o peito de aço, não havemos de achar mais que um homem inútil e sem defesa, e por isso tímido e covarde.


Os homens mudam todas as vezes que se vestem; como se o hábito infundisse uma nova natureza: verdadeiramente não é o homem o que muda, muda-se o efeito que faz em nós a indicação do hábito.

Debaixo de um apresto militar, concebemos um guerreiro valoroso; debaixo de uma vestidura negra e talar, o que nos figura é um jurisconsulto rígido e inflexível; debaixo de um semblante descarnado e macilento, o que descobrimos é um austero anacoreta.

O homem não vem ao mundo mostrar o que é, mas o que parece; não vem feito, vem fazer-se; finalmente não vem ser homem, vem ser um homem graduado, ilustrado, inspirado, de sorte que os atributos, sons que a vaidade veste o homem, são substituídos no lugar do mesmo homem; e este fica sendo como um acidente superficial e estranho: a máscara, que encobre, fica identificada e consubstancial à coisa encoberta; o véu que esconde fica unido intimamente à coisa escondida; e assim não olhamos para o homem; olhamos para aquilo que o cobre e que o cinge; a guarnição é a que faz o homem, e a este homem de fora é a quem dirigem os respeitos e atenções; ao de dentro não.
Este despreza-se como uma coisa comum, vulgar e uniforme em todos.

A vaidade e a fortuna são as que governam a farsa desta vida; cada um se põe no teatro com a pompa, com que a fortuna e vaidade o põem; ninguém escolhe o papel; cada um recebe o que lhe dão.

Aquele que sai sem fausto nem cortejo, e que logo no rosto indica que é sujeito à dor, à aflição e à miséria, esse é o que representa o papel de homem. Este compreendeu o sentido do PAV.'. MOSAICO, este é o verdadeiro Maçom.

O Balandrau que usamos, tira de nós a aparência de riqueza, do saber, da ambição, da vaidade, ao contrário de outras vestes talares, nos iguala e nos mostra que somos todos iguais, todos IIr.'., que independentemente de qualquer posição profana, somos IIr.'. em todos os momentos, ligados por uma união inquebrantável, como é inquebrantável o poder e os ensinamentos do PAV.'. MOSAICO, que nos faz simples e livres da vaidade, do poder, da arrogância, do elitismo, da ambição, da inveja.

Nos une e nos mostra o caminho correto para trilharmos juntos o bem, a caridade, a Igualdade, a Fraternidade e principalmente a Liberdade, nos mostra com clareza ímpar que a morte está de sentinela, em uma mão tem o relógio do tempo, na outra a foice fatal e com esta, de um golpe certo e inevitável, dá fim à tragédia, corre a cortina e desaparece.

Para nós, Maçons, a morte não assusta, quanto mais nos aprofundamos em nossos Graus, mais os despojamos das coisas profanas e no momento final estaremos prontos e despojados de todas as vaidades e luxúrias.


Sem o PAV.'. MOSAICO nada seríamos, nada aprenderíamos, pois cada um de nós, ao sermos contemplados como verdadeiros Maçons, saberemos, dia a dia, encontrar um alento para nossas vicissitudes.
 
"Quando virdes um desvio num de nossos IIr.'., um erro que significar um perigo para a sua vida ou um lastro para a sua eficácia, falai-lhe com clareza, com a clareza do PAVIMENTO MOSAICO.  E vos agradecerá.
   
G.W.T. M.

 

terça-feira, 1 de março de 2016

Exaltação de nosso querido Ir.'. Ricardo Teixeira (Bisteca) - 29/02/2016



Ontem (29/02/2016), foi realizada a Exaltação do Ir.'. Ricardo Teixeira, do Quad.'. de nossa Loj.'.
 
Que esta bela Cerimônia, a qual esperamos fique marcada para sempre no coração de nosso querido Ir.'. Ricardo, presidida pelo nosso V.'.M.'. Ir.'. Fábio Carli, foi realizada de modo irrepreensível pelos IIr.'. do Quad.'. de nossa Loj.'., contando ainda com as presenças dos seguintes IIr.'.
 
Resp.. Del.'. do 4º Dist.'. Maç.'. Ir.'. Erival Daré.
Resp.'. Del.'. do 8º Dist.'. Maç.'.Ir.'. Gilmar Lopes Assis.
 
Ir.'. Leandro Gonzalez Renos - da ARLS "Novos Obreiros" nº 205.
Ir.'. Ademar de Farias - da ARLS "Luz de São João" nº 750.
Ir.'. Robinson F. Souza - da ARLS "Renascença" nº 214.
Ir.'. Jorge Y. Fugiwara - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. Roney Nodim Haddad - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. Osíres Soares de Mesquita - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. José Eduardo de Almeida Teixeira - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. Reinaldo Bigal - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328, e
Ir.'. João Capistrano de Castro Neto - da ARLS "Frater Domus de Riacho Gde" nº 452.
 
Nossa Loj.'. saúda e agradece a presença de cada um destes IIr.'. VVis.'., solicitando que os mesmos, levem o T.'.F.'.A.'. de nosso V.'.M.'. em nome de todos os OObr.'. da ARLS "Stella Matutina" nº 658, aos seus VV.'.MM.'. a todos os OObr.'. de cada Loj.'. acima citada; e convidando a todos, que nos visitem sempre que possível, o que para nós será motivo de muita satisfação.
 
Ao Ir.'. Ricardo Teixeira, que ontem começou a viver o grau pleno da Maçonaria, esperamos que sua vida maçônica seja longa e repleta de muitas realizações para o engrandecimento, seu próprio e de nossa Sublime Instituição.
 
Todos os MM.'.MM.'. de nossa Loj.'., ficam desde já, de P.'. e a Ord.'. no auxílio para o crescimento moral e espiritual de nosso Ir.'.
 
Parabéns, M.'.M.'.Ir.'. Ricardo Teixeira (nosso querido Ir.'. Bisteca) !!!