sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Aí vêm os maçons !!! Filho, vem ver !!! Vem aí os maçons !!!

Ir.’. Marcelo Tognolli 
A.'. R.'.L.'.S.'. "Stella Matutina" nº 658
Or.'. de Santo André - SP
Postado por Whats App  em 11/02/2016

 



Quem são eles?

Eles… São aqueles que estão caminhando do Oriente ao Ocidente e de Norte a Sul, com os pés firmemente no Universo.

Porque treme a Terra a cada passo que eles dão?

Porque cada um carrega sobre os seus ombros, o peso de um Templo erguido para a Verdade.

De onde são?

Eles não têm fronteiras, a Terra é sua casa e o Céu o seu telhado, formando uma raça sem cor e de todas as cores, mas têm sinais que os diferenciam dos outros.

Como os reconheces?

Eles levam o silêncio na boca e dedo pronto para assinalar o que é injusto, o falso e o hipócrita.

Estar entre eles é como estar em casa, não é preciso usar máscaras, apenas ser você mesmo.

Quantos tipos de maçons existem?

Dois. Os que são Luzes e os que são ainda Casulos.

Destes últimos há muitos, mas dos primeiros, poucos; destes primeiros podemos esperar tudo, já que os seus rostos são lisos, sem rugas ou dobras, não temem nada, porque para serem Luzes tiveram que morrer para a vida profana e secular, para finalmente serem capazes de viver.

Eles vêm do seio da Terra para ver a Luz e ser a Luz, a mesma que ilumina o caminho dos seus Irmãos.

Tudo começa e tudo acaba no mesmo, no seu interior, deixando o casulo como uma borboleta.

Mudou e deixou a pele velha por uma nova que está agora cheia de Luz !!!

 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Reflexões sobre a Organização Tríplice de Rudolf Steiner

Ivan Beteto C.’.M.’.
A.'.R.'.L.'.S.'. Stella Matutina" nº 658
Or.'. de São Bernardo do Campo - SP
enviado por email em 11/02/2016



 


 
 Após 30 anos de pesquisa na ciência espiritual, por meio da fenomenologia de Goethe, Rudolf Steiner em 1917 no livro Enigmas da Alma apresentou pela primeira vez a teoria da Organização Tríplice ou trimembração, que rompia radicalmente com a fragmentação da fisiologia de sua época. Alvo de inúmeras críticas, esta proposta de entendimento do organismo ainda hoje é motivo de incompreensão ou de compreensões equivocadas que se apegam mais a literalidade de seus termos ou a preconceitos de ordem diversa. Esta grandiosa pesquisa empreendida por Steiner apresenta uma nova forma de se ver homem e o seu corpo: um instrumento da alma em sua totalidade.

Steiner, para traduzir a fenomenologia das forças observadas no organismo, viu-se diante dos termos disponíveis na fisiologia e anatomia de sua época e assim, embora certamente não desejasse restringir-se a eles, teve de optar por denominá-los como: sistema neurossensorial, sistema rítmico e o sistema metabólico, que possuem correspondência às porções do corpo humano.  Trata-se da Organização Tríplice, fato que não deveria passar despercebido ao olhar do maçom que reflita sobre o Ternário.
O sistema neurossensorial tem como centro a porção superior do corpo, precisamente na região do crânio. Conforme a fisiologia apresenta é a sede das atividades nervosas, do polo encefálico, onde residem o pensamento e a consciência.
O estudo da fenomenologia do crânio expõe algumas características deste sistema que são a dureza, a falta de flexibilidade dos ossos, ausência de movimento, a calma (o cérebro é imóvel, sendo que inúmeras patologias decorrem de contusões ou de sua “agitação”). Outra característica desta porção é o frio e a presença dos processos de “morte”, que na fisiologia são representadas pela ausência de regeneração das células nervosas. De fato, todo o processo de tomada de consciência depende de processos catabólicos (destrutivos), ou seja, de destruição do sistema neurossensorial, onde no desconstruir produz-se consciência.
Similar ao artista que dá consciência ao bloco de pedra amorfo por meio dos entalhes – retirada de material para apresentação da forma – o sistema neurossensorial atua na “morte” para revelar o sentido.

Assim, o polo neurossensorial trata, sobretudo, da imaterialidade, das imagens advindas do mundo que foram captadas pelos órgãos dos sentidos, que são representações do mundo e não a materialidade do mundo propriamente dita.

O cérebro capta luz, aroma, gosto, sensações, som e ritmo, mas não as coisas em si. Por meio desse mecanismo, se constituem os pensamentos (combinações de imagens).  Podemos dizer, que é neste sistema que encontramos a máxima liberdade de nossa alma em relação a matéria.
De modo oposto, o sistema metabólico e dos membros possui seu centro na região inferior do corpo, em órgãos abaixo do diafragma, onde seu caráter flexível e de atividade está presente de modo explícito na funcionalidade das pernas, que nos permite deslocarmos para onde desejamos.

Deste aspecto emerge a noção de que este sistema é a sede do querer, da Vontade.  Todo este movimento é relacionado ao calor e de fato é indicativo da presença de grande concentração de energia, que pode dar origem aos processos inflamatórios.

Este é o polo gerador das substâncias do corpo, da digestão, da produção caótica de células, que se opõe radicalmente a calma e a morbidez neurossensorial.

O sistema metabólico nos alude a uma grande fábrica que transforma a matéria prima, produz seus resíduos e gera novas substancias. Considerando a “vocação” deste sistema para a produção, somente poderia situar-se neste sistema o sistema reprodutivo, a função de gerar a vida.
Completando a organização tríplice, o terceiro sistema emerge naturalmente como um meio de estabelecer o equilíbrio destes dois polos.

Assumindo o papel de entrar neste jogo forças, o sistema rítmico produz a “dança” do equilíbrio entre o calor e o frio, entre a vida e a morte, entre o pensar e o querer, entre a Vontade e a Inteligência.

Como parte da poesia deste encontro amoroso entre pensar e querer, o sentir se faz presente e toma como lar a respiração, a circulação e o coração.

O coração, em verdade, é uma verdadeira barreira sensível capaz de perceber e limitar as sobreposições do sistema superior em relação ao inferior e vice-versa.

 Quando a “música” soa fora de ritmo este é um sinal claro de que desarmonias ou desequilíbrios entre os sistemas estão ocorrendo.

Porém, os ritmos não são resultados de outros sistemas, mas estão ali como mediadores que ajudam na relação pensar e querer. Isto é perceptível tanto no ritmo cardíaco e nas patologias advindas do seu “descompasso”, com frequência associadas a emoções específicas.
É importante se entender que a organização tríplice não se trata de um privilégio do organismo humano, ela pode ser aplicada a todas as coisas existentes, onde não seria forçoso dizer que a presença das três forças seria uma condição essencial para todas as coisas existirem. Ainda que no homem vejamos o reflexo, o esplendor de todo o polo neurossensorial através da presença do pensamento, podemos dizer que as flores também engendraram todo o esplendor metabólico em sua grande variedade de aromas e cores com a máxima finalidade reprodutiva.

As rochas ígneas, o enxofre, traduz todo o calor metabólico em termos de minério, mas as rochas sedimentares por meio dos quartzos parecem expor toda a capacidade de ordem que o sistema neurossensorial alcança por meio do pensar humano.

Enquanto aos animais, uns mostram-se mais neurossensoriais como o polvo – praticamente ele é somente cabeça – e outros mais metabólicos como o boi – com mais de um estomago.

Mas ainda que existam tantas variações entre os seres e minerais no mundo, todos parecem guardar em si as três forças mais ou menos explícitas. Neste sentido, a homeopatia antroposófica buscará na natureza os elementos necessários para o resgate do equilíbrio.

O mais importante a ser refletido na organização tríplice é que toda essa diversidade que está presente dentro do homem, e está presente no mundo, parece em sua totalidade expor a presença de um organismo ainda maior que contém essas três forças, cujo homem é apenas vaga imagem e semelhança sujeito a ação de suas forças.

Quando o homem entende o lugar que ocupa no mundo e as forças que estão em ação sobre ele e tudo que o cerca, ele torna-se instrumentalizado para realizar as melhores escolhas no sentido de um razoável equilíbrio, buscando o que lhe falta e evitando o que lhe excede.
           
 
Referências bibliográficas
 
Fintelmann, V. Médicine Intuitive. Paris: Aethera, 2005.
 
Blanning, A. Compendium of Anthroposophic Medical References by Rudolf Steiner. Spring Valley: Mercury Press, 2004.
 
Bott, V. Medicina Antroposófica - uma ampliação da arte de curar. Vol. 1. São Paulo: Assoc.
Beneficente Tobias, 1982.
 
Bühler, W. O metabolismo e a vida volitiva. Arte Médica Ampliada. 2012;32(3):100-9. Disponível em:
http://www.abmanacional.com.br/arquivo/cc8b3f15cb109fb1391489699bc72141db87f95
5-32-3-metabolismo.pdf
 
______. Os três membros do organismo humano. Arte Médica Ampliada. 2011; 31(2):4-
11. Disponível em http://www.abmanacional.com.br/arquivo/f7f27e063877c3f3d1fe175e90109cd3bbca3154
-31-2-os-tres-membros.pdf
 
______. O sistema neurossensorial como espelho da alma. Arte Médica Ampliada.
2012;32(4):160-9. Disponível em
http://www.abmanacional.com.br/arquivo/450cf0cb5dcdeec3fd730021b0c23fa38fb0a8b2
-32-4-sistema-neurossensorial.pdf
 
GHELMAN, R. Organização tríplice na botânica. In: UNIFESP – Especialização em Antroposofia na Saúde. Slides de aula. Material não publicado. 2013.

 

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Trabalho sobre a Primeira Vigilância - Ir.'. José Simone - Homenagem póstuma

 
 
 
 
Trabalho elaborado e pesquisado pelo
Ir.'. José Antônio Flores Simone* 
Or.'. de São Bernardo do Campo - SP
apresentado em 08/08/2009 - em Loj.'.

Os principais cargos de uma Loj.'. Maç.'., são associados ao misticismo religioso mesopotâmico, onde além dos deuses MARDUC ou SHAMASH,  correspondentes ao SOL, SIN, correspondente à LUA e ICHTAR, correspondente à VÊNUS, existiam deuses correspondentes aos demais planetas conhecidos na Antiguidade: MERCÚRIO - deus veloz e astuto, era o senhor da guerra; JÚPITER - era o régio senhor dos homens, embora suplantado pelo rei Sol; e SATURNO - era um deus frio e irascível.
 
Na associação com os principais cargos de uma Loj.'., temos:
 
V.'.M.'. - Corresponde ao planeta JÚPITER, que no panteão dos deuses babilônicos, além de régio senhor dos homens, simbolizava a Sabedoria.
 
1º Vig.'. - Corresponde ao planeta MARTE, que era o senhor da Guerra e simbolizava a força.
 
2º Vig.'. - Corresponde ao planeta VÊNUS, feminilizado na mitologia babilônica e que, sendo a deusa mágica da fertilidade e do amor, simbolizava a beleza.
 
Orad.'.- Representa o SOL, pois dele emana a Luz, como Guarda da Lei Maçônica, sendo responsável pelas peças de Oratória.
 
Teria mais a escrever sobre os demais cargos, mas vou-me ater ao cargo de 1º Vig.'., que representa ARES (MARTE, dos romanos), deus da agricultura e da guerra, que é relacionado também, com HERÁCLES (HÉRCULES, dos romanos), o mais forte e vigoroso de todos os deuses.
 
Simboliza o Vice-presidente da Loj.'., representando HIRAM DE TIRO. Governa uma Loj.'. Maç.'. durante as horas de trabalho.
 
Sua coluna é a Dórica, que representa a força. Sua posição em Loj.'. é representada pela segunda ponta do triângulo, com o vértice para cima.
 
A jóia do 1º Vig.'. é o nível, símbolo da igualdade e da retidão.
 
Os VVig.'. são os dois primeiros OOfic.'. de uma Loj.'. Maç.'., e, em conjunto com o V.'.M.'., são os que governam a Loj.'. Simb.'., e que independentemente ou não de serem M.'.I.'., são os eventuais e legítimos substitutos do V.'.M.'..
 
O 1º Vig.'. governa as horas de labor, mantendo a harmonia, a concórdia e a satisfação dos OObr.'.
 
Orienta os AA.'. para que possam ser elevados a CC.'.
 
Cita Mackey, em sua obra: " É um dever especialmente confiado ao 1º Vig.'. da Loj.'., que figuradamente, é suposto presidir, durante as horas de trabalhos de uma Loj.'., atuando de modo que ninguém possa sair da mesma, insatisfeito ou descontente".
 
Assim, a harmonia deve ser sempre preservada, porque de acordo com o Ritual, ela é a força e o apoio de todas as instituições bem dirigidas.
 
Sua jóia é o Nível, símbolo da igualdade que deve existir entre todos os IIr.'., enquanto estiverem trabalhando em Loj.'. e depois, fora dela. Em sua posse, recebe sua jóia das mãos do V.'.M.'., com as seguintes palavras: " O Nível significa, que não obstante o elevado que ides ocupar, nunca vos deveis esquecer que, em todas as coisas concernentes à Maçonaria, todos os nossos IIr.'., estão no mesmo nível que vós".
 
Bibliografia:
Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz - José Castelani
 
* Ir.'. José Antônio Flores Simone - CAD 47854
Iniciado em: 04/12/2003
Elevado em 02/12/2004
Exaltado em: 04/03/2006
Instado em 30/06/2010
Partiu para o Or.'. Eterno em 18/02/2015
 
A publicação do presente trabalho, é nossa homenagem e nosso reconhecimento ao Ir.' José Antonio Flores Simone, bom cidadão, bom pai, bom Irmão e principalmente bom Maçom, por todo seu empenho dedicado a nossa Loj.'., durante o tempo de sua vida, que participou de seus trabalhos, visando seu real crescimento e perpetuação de seu nome, nos anais da Maçonaria Paulista, em particular da GLESP (Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo) , em lembrança ao aniversário de sua ida  para o Or.'. Eterno.

Diálogos de um velho Cobridor

 
 
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Por Carl Claudy (1879-1957)
 
Tradução: Edgard da Costa Freitas Neto, M∴ M∴
Os “Diálogos do Velho Cobridor” são uma série de pequenas peças escritas pelo Ir∴ Carl Claudy, no ano de 1924.
 

Capítulo I – Shekinah - Uma Loja nasceu
 
“E então, o que você achou? ”, perguntou o velho Cobridor ao maçom novato, tão logo saíram do salão em que uma Loj.'. havia acabado de ser consagrada, dedicada e constituída.

“Não é sempre que temos a oportunidade de assistir a esta cerimônia”.
 
“Não ligo se nunca mais a assistir de novo”, respondeu o novato.

É quente lá dentro, muito blá-blá-blá, apenas palavras sem sentido. Para que toda essa entulhação?
 
Para que os grãos, o vinho e o azeite? Por que não dizer apenas ‘vocês agora são uma Loj.'., vão em frente e trabalhem’ e acabar logo com isso?
 
“Você preferiria que o Mestre dissesse ‘esta Loja está aberta’ e ‘ esta Loj.'. está fechada’ ao invés?”, perguntou o velho Cobridor.
 
“Não chegaria a tanto”, respondeu o novato. “Mas a cerimônia me entediou. Sequer vejo razão para uma nova Loj.'., de todo modo!”.
 
“Ah! Então é isso!”. O velho Cobridor sorriu.

“Você não gostou da linda cerimônia que acabamos de testemunhar porque você não simpatiza com a criação de uma nova Loj.'. neste momento!”
 
“Eu não diria isso”, adiantou-se o moderno.
 
“Você, por acaso, gostaria de ter sido eleito para algum posto nesta nova Loj.'., e eles escolheram outra pessoa?”
 
O irmão novato não respondeu.
 
“Haverão outras Lojas!”, disse o velho Cobridor, confortando-o. “E você é bem novo na Maçonaria para aspirar a um posto numa Loj.'. nova".

"Mas não posso permitir que você permaneça com essa indisposição para uma das mais belas cerimônias de nossa amada Ordem".

"Você por acaso já assistiu uma cerimônia de formatura de alguma escola ou faculdade?”
 
“Minha filhinha acabou de concluir o primário na semana passada”, respondeu o novo Ir.'. “Por que?”
 
“Aposto que ao menos uma parte da cerimônia você viu de olhos marejados”, respondeu o velho Cobridor.
 
“Ver todos aqueles rostinhos e garotas e garotos deixando a infância e entrando na adolescência, dando um grande passo em direção ao colegial, e depois à faculdade, encarando um futuro desconhecido tão despreocupadamente…. seu coração não foi tocado por saber de todas as decepções e corações partidos que essas crianças deverão passar?”
 
“Claro!”
 
“Você não seria um pai benevolente de outro modo! Para mim, a consagração, dedicação e constituição de uma Loj.'. é algo assim. Uma pequena loja surge bravamente, É composta de maçons que não têm outras responsabilidades maçônicas.
 
Eventualmente alguém pode encontrar um M.'.I.'. que queira se juntar a eles, mas geralmente são oficiais novos, verdes. Eles convencem as autoridades de que têm competência para conferir os graus, mas quem lá sabe sua habilidade para tornar a Loj.'. um todo coerente, seu tato para manter a harmonia, seu conhecimento para a necessidade da prática da fraternidade em Loja?
 
Eles vêm, esses IIr.'., bravos e brilhantes, e a Grande Loj.'. executa esta bela cerimônia.
 
Os grãos, o vinho, o azeite, são despejados por eles. São consagrados a Deus, aos Santos de nome João, e constituída membro desta grande família de Lojas sob esta Grande Loj.'.
 
MM.'. de outras LLoj.'. estão presentes para lhes desejar sucesso. Alguns trazem presentes – jóias dos oficiais, as ferramentas, às vezes uma pequena ajuda em dinheiro para que a Tes.'. possa começar.
 
Eles não têm tradições em que se apoiar. Eles não têm assuntos de conhecimento comum que os congreguem.
Eles não têm um passado sobre o qual possam falar.
Tudo o que eles têm em comum é a Maç.'. e a responsabilidade mútua – suas esperanças, seus medos, seus planos e sua determinação.
 
Uma página em branco, onde escreverão sua história Maçônica. O laço místico é tudo o que sabem sobre uma vida em Loj.'.

A Grande Loj.'. os pronuncia uma Loj.'., lhes confere uma carta constitutiva ou patente, e eles estão nascidos. Para mim é uma visão simples, bonita, patética e interessante, e nunca me canso de vê-la”.
 
“Sou um tolo” disse, convicto, o novo maçom.
 
“Cobridor, por que o Primeiro Diácono recolheu os grãos que foram usados e os guardou?”
 
“Ele não poderia recolher o azeite e o vinho, pois foram derramados”, respondeu o velho Cobridor.

“Mas aqueles poucos grãos serão guardados até que a nova Loj.'. possa ela própria apoiar a instalação uma nova Loj.'., quando então lhes oferecerá, para que sejam consagrados com os mesmos grãos usados pela Grande Loj.'.”
 
“Oh, sou mesmo um tolo”, lamentou o novo Maçom. “Pode me levar consigo na próxima cerimônia, por favor?”
 
O velho Cobridor grunhiu. Mas soou como uma promessa.
 
AVISO: O tradutor desconhece quem detenha os direitos autorais da obra de Carl Claudy, e não reivindica para si, senão, a autoria da presente tradução. É livre a utilização e reprodução do texto para uso doméstico ou educativo, desde que atribuída a autoria do texto e da tradução.
 
Postado pelo Ir.'. Kennyo Ismail, no site "No Esquadro" (www.noesquadro.com.br), em 03//02/2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Salmo 133

Publicado no "Jornal do Aprendiz - ed. nº 80 - fev. 2016 - pgs 8 e 9.
postado pelo Ir.'. Walter Sarmento em 03/02/2016 no blog:

"O amor fraterno é dom de Deus, é como o orvalho que impregna!"


“É a graça de Deus que faz habitar unidos os irmãos”. (Santo Agostinho).


Significado – Dentre os livros do Antigo Testamento, o livro dos Salmos contribui para a edificação pessoal, como base da devoção familiar, como o livro de consolação e oração, como guia nos ajuda a submeter-nos à vontade de Deus nas horas de alegria e de tristeza. Qualquer que seja sua situação, cada qual encontra nesse livro Salmos e palavras que se aplicam à sua situação e lhe são apropriadas como se fossem escritas somente para ele. Os Salmos são uma coleção de cento e cinquenta poemas de louvor, reunidos num só livro, para serem cantados durante as solenes cerimônias do Templo de Jerusalém, com acompanhamento de instrumentos de corda, sopro e percussão. Eles refletem a sabedoria judaica, a piedade e as crenças populares do povo de Israel. Mais tarde descobriu-se que, mesmo sendo poeta, escritor, músico, cantor e organizador do culto divino, Davi compôs não mais do que trinta Salmos. Os outros foram sendo compostos desde a construção do Templo, mil anos antes de Cristo, até 350 anos antes de Cristo. A maioria dos Salmos dirige-se a Deus, sendo, portanto, uma verdadeira oração. O Livro dos Salmos descreve, como louvor, a criação e demais acontecimentos históricos, iniciando com a criação e concluindo com o cativeiro. Outros são meditações, reflexões sobre a vida, exortações dirigidas ao povo, às pessoas e às outras criaturas. São os mais diversos pensamentos humanos cantados nas mais diferentes situações:


Lamentações, tristeza, dor, penitência, confiança, esperança, agradecimento, louvores, alegria, exultação, advertências, fé e adoração.


O Salmo 133, por exemplo, nos ensina a entrar em profunda comunhão de amor e paz. Na abertura dos Trabalhos do Grau I – Aprendiz Maçom no R.E.A.A., é lido por ocasião da abertura do Livro Sagrado, é o Salmo 133, que exalta a união entre os Irmãos. O Oficiante ajoelha-se, abre o Livro Sagrado e lhe faz a leitura, emprestando à sua voz todo sentimento, respeito e veneração. Hinos e cânticos espirituais são usados na Liturgia, alguns até muito antigos e venerandos como o “Glória, mas nenhum se compara aos Salmos bíblicos, que nos ajudará a entrar no clima de recolhimento, necessário para uma boa oração e até mesmo a nos preparar para fazer uma leitura bíblica, de onde desejamos extrair a Palavra de Deus para que ilumine nossa vida. Por isso, o estilo musical dos Salmos é diferente, mais sereno, mais meditativo, mais recitativo.


Curiosidades

- Eis algumas curiosidades a respeito dos Salmos: - O estilo poético dos judeus é bem diferente do nosso. Nós costumamos fazer rimas alternadas em cada verso, metrificamos as frases, colocamos o verbo no fim e cadenciamos os acentos tônicos. Tudo isso dá um efeito poético. A poesia dos Salmos está em repetir a mesma coisa com palavras diferentes, como, por exemplo: Tua Palavra é luz para os meus passos, é uma lâmpada brilhante em meu caminho”. - O menor Salmo é o 117, com dois versı́culos apenas. O maior é o 119 com 176 versı́culos.


 O Salmo 133


 Oh! Quão bom e quão suave, são os irmãos viverem em União !
- É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Aarão, e que desce à orla de suas vestes.
- É como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião.
- Porque ali o SENHOR ordenou sua bênção e a vida para sempre”.


As comparações devem ser entendidas desde a perspectiva do gosto oriental. O óleo, agradavelmente perfumado, que vai pingando devagar da cabeça para a barba, era considerado não somente pelos israelitas, mas também pelos egípcios e gregos da antiguidade como algo belo e delicado. Igualmente a barba longa e ondulada era para os orientais (e continua até hoje) sinal de beleza e dignidade viris. O poema entra no nó da questão e busca suscitar atenção e participação como a vivacidade da exclamação com que frisa o fato de irmãos porque o Mestre é um só, e todos somos irmãos e, era habitarem juntos exemplo mais belo e agradável.


Composição do Salmo 133


– Para compreender o real significado do Salmo, devem-se conhecer os elementos que o compõe:
 
Davi - tem-se o Rei Davi como autor do Salmo 133. O Rei (viveu provavelmente entre 1015 a 975 a.C.) era tido como o grande cantor dos cânticos de Israel e autor de vários Salmos. Óleo – o óleo era utilizado na cerimônia de unção dos Reis e Sumos Sacerdotes. Esses eram ungidos com um óleo especial, o qual era derramado sobre suas cabeças, e dessa forma, eram considerados ”purificados” e “sagrados” para exercer suas funções.

Hermon – montanha considerada sagrada pelos judeus e chamada pelos árabes de “montanha nevada”. Localizada ao norte de Israel, marca a divisão geográfica entre Israel, Líbano e Síria. Pela sua altitude (mais de 2.800 metros), seu cume está sempre coberto de neve, o que gera um orvalho que literalmente “rega” toda a região ao seu redor, sendo por isso a região mais fértil de Israel.

Monte de Sião – ao contrário do que alguns possam pensar Sião não é Hermon. Ambos os pontos são extremidades de Israel, sendo Hermon a extremidade Norte e Sião a extremidade Sul. Sião foi o local escolhido pelos judeus para servir de sede, sendo a região onde se encontra Jerusalém (daí a origem do termo “sionista”). Após Sião, o que se vê é o deserto.

Aarão - irmão mais velho de Moisés e primeiro Sumo Sacerdote de Israel, através do qual se originou a linhagem de Sumos Sacerdotes. Aarão era o porta-voz de Moisés (que possuía problemas de dicção, provavelmente gago ou fanho) e servia de Orador dos judeus junto ao Faraó. Na tradição judaica, Aarão participou do episódio do bezerro de ouro.


Esclarecendo

– Os Irmãos que Davi se refere são provavelmente, o povo de Israel, divididos em suas tribos e espalhados entre Hermon e Sião (limites de Israel), mas todos vivendo em união. Davi relembra, então, a unção de Aarão como primeiro Sumo Sacerdote de Israel, momento que selou o compromisso entre o povo de Israel e seu Deus. Dali nasceu a nação que Davi representava e defendia. Tal unção que abençoava Israel podia ser vista também em sua terra: a neve do cume de Hermon transforma-se em orvalho, que desce o monte e se transforma em um ribeirão, Banias, o qual desagua no Rio Jordão, esse que liga Hermon até a outra extremidade de Israel, os Montes de Sião, antes de desaguar no Mar Morto. Todas as tribos de Israel estavam espalhadas de Hermon a Sião, sempre próximos às margens do Rio Jordão. “Jordão” significa exatamente isso, “que desce. O Rio Jordão, alimentado pelo orvalho de Hermon, desce até a extremidade sul de Israel. Sião, distribuindo suas bênçãos, assim como o óleo precioso que desce da cabeça de Aarão até a orla de suas vestes. Por fim, Davi afirma que, Sião (Jerusalém) é “ungido” pelas águas que vem de Hermon porque foi o lugar escolhido por Deus para que o povo judeu habite eternamente conforme suas bênçãos. Com esse Salmo, Davi disse ao seu povo que eles deviam permanecer unidos e obedientes às ordens vindas de Sião, pois essa era a vontade de Deus desde a unção de Aarão, comprovada pela bênção da água, que sai o alto de um monte e percorre 190 km de distância, derramando bênçãos por onde passa, até chegar a Sião.


Concluindo

 Assim se fecham as ideias do Salmo 133. Hoje, conhecemos um manancial inesgotável de pesquisas, há uma riqueza de informações imensa, que está à disposição da ciência, não temos o desafio da caminhada no deserto rumo à terra prometida, enfrentamos o desafio diário da violência, da ira, da descrença; a agrura, a aflição, a insatisfação; nosso povo exaurido, crise aguda de corrupção, resultando em desvios estimados em bilhões de reais e um abismo entre o péssimo gerenciamento e as aspirações populares e o sistema político corrupto. Deu no que deu. Entretanto, ao observarmos e praticarmos os ensinamentos bíblicos de suas mensagens, sem atritos, com perdão, muitas amizades, grande paz e seguindo o caminho correto, sem medo e com muita ajuda recíproca entre os humanos. Para vencê-los, precisamos tão somente de união, da vida em fraternidade entre irmãos. O homem justo e fraterno receberá a retribuição divina, na forma de benção e vida para sempre. Praticar a fraternidade é estar preparado para comparecer diante do Senhor e a retribuição será a benção de Deus e a vida eterna.

Assim foi, é, e será com todo Poder e toda a Glória.


 Ir.·. Valdemar Sansão M.'.M.'.