segunda-feira, 5 de março de 2012

A Maçonaria dos tempos modernos

 
Muitas vezes escutamos de IIr.’., que nossa Ordem deixou de ser aquilo que um dia foi no passado: atuante nos destinos políticos e sociais de várias nações e povos. Se escuta também que nossa Ordem, vive hoje, somente de lembranças do passado e que se vive comentando que este ou aquele vulto histórico teria feito parte de nossas fileiras, o que nada muda no presente momento.
Ora,  nossa Ordem sempre pautou sim, nos ensinamentos, regras e rituais,  que os IIr.’. que nos antecederam  nos deixaram graciosamente. Porém, a Maçonaria também nos ensina, sermos atuantes no meio em que vivemos. Nos ensina levar esses ensinamentos, de forma silenciosa, para fora de nossos Templos. Nos incita a  tomar parte, de forma atuante nos destinos de nosso Município, Estado e Nação, de modo a tornar sempre a Humanidade mais feliz.

Porém, se isso não acontece  agora, não se pode culpar nossa Instituição. Podemos afirmar então, que isso se deve a nós mesmos e não à nossa  Amada Instituição.
Colocamos à nossa frente, muitas desculpas: trabalho exaustivo, vida social mais ativa (festas , almoços, encontros tipo “happy hour”, os tais chamados “compromissos profanos”, entre outras), deixando de lado o verdadeiro e puro propósito que assumimos e juramos cumprir, de livre e expontânea vontade, sem nenhum constrangimento, que é nosso trabalho de Verdadeiros Maçons.

Como um pequeno exemplo, podemos falar de nossa atuação  política como maçons.
De forma equivocada, em nossa modesta opinião, vamos buscar entre os políticos de nosso País, alguns de nossos IIr.’., quando na verdade,  deveríamos colocar nestes quadros políticos, alguns de nossos IIr.’. mais zelosos pelo bem comum, que por certo levariam os princípios e finalidade de nossa Instituição um pouco mais longe.
Perguntamos também:
Qual nossa atuação como maçons, na sociedade moderna?
O que de benemerência estamos praticando?
Qual a ajuda que  damos aos mais necessitados?
 
Não se trata aqui, somente de ajuda financeira, mas de outros tipos de ajuda que aprendemos dentro de nossa Instituição (ajuda social, desenvolvimento de projetos sociais que beneficiem as comunidades nas quais vivemos, projetos de cunho ambiental, etc). Também não se trata  de tamanho dos projetos nos quais podemos nos engajar, porém, o que ele pode trazer de benefício comum.
Lembramos de  uma frase que diz: Se você não tem a oportunidade de fazer coisas grandiosas, pode fazer pequenas coisas de maneira grandiosa.”

Aceitamos sugestões para qualquer projeto que nos arranque da “inércia” atual, como dizem alguns IIr.’., para uma situação de  podermos construir um pouco mais o verdadeiro Templo Social que  sempre nossa Sublime Ordem pauta em todos os seus ensinamentos.
Para que possamos então dizer:       Estamos sempre de P.’. e à Ord.’.

Marcos Casal M.'.M.'. 14º
2º Vig.'. - adm 2011 - 2012
A.'.R.'.L.'.S.'. "Stella Matutina" nº 658
Or.'. de Santo André - SP

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como gostaria de ter uma Loj.'.

Não quero apenas mais uma Loj.’. Maç.’.
Quero uma Loj.’. que seja um Estado de Espírito.

Quero um centro de solidariedade, onde todos sofram as aflições e comemorem o justo regozijo de cada um.

Quero um Templo (vermelho ou azul), ungido pelo orvalho de Hermon, aonde cada Ir.’. possa chorar quando quiser e possa sorrir com os olhos, o coração franqueado à compreensão e à razão, predispostas ao diálogo.
Quero ver os meus IIr.’., todos os dias, ouvir suas ideias e críticas às minhas ideias.

Quero divergir e, assim, convergir no mesmo ideal.
Não quero apenas mais uma Loj.’. Maç.’.

Quero uma Loj.’. livre e que ajude a libertar.
Quero uma Loj.’. igual, onde todos realmente se igualem.

Quero uma assembléia onde se possa debater com a liberdade e a simpatia que estão ausentes no mundo profano.
Quero uma Ofic.’. onde todos aprendam juntos a compreender os desígnios do G.’.A.’.D.’.U.’.

Não desejo apenas uma Loj.’. onde prevaleça a vontade de alguns.
Quero uma Loj.’. onde a maioria respeite as convicções da minoria, onde se cultiva a fraternidade, sinônimo de amor sem condições e perdão sem restrições.

Quero uma Loj.’. dedicada à construção de um Templo diverso do templo profano: um Templo mais amigo, mais piedoso e, sobretudo, mais justo.
Não desejo umaLoj.’. de elite, insensível e presunçosa. Quero uma pequena comunidade onde todos sejam líderes de suas próprias crenças, aonde cada Ir.’. perdoe os defeitos alheios, na mesma medida em que lhes são desculpados seus próprios senões.

Não desejo uma Loj.’., onde todos cumpram seus deveres somente porque a lei exige.
Quero uma Loj.’. de cargos simbólicos, onde não haja apenas contribuintes, aonde todos venham pelo puro prazer de vir. Uma Loj.’. que faça parte da vida de cada um, do credo pessoal de cada um, do modo de ser de cada um.

Não desejo uma Loj.’. de maçons perfeitos. Que o G.’.A.’.D.’.U.’. nos livre dos homens perfeitos. Eles nunca erram, porque jamais fazem. Eles nunca odeiam, porque jamais amam.
Quero uma Loj.’. de maçons que mereçam a caridade que fazem a si próprios e ao próximo, porque ninguém é de fato uma pedra polida.
Não desejo uma Loj.’. completa.

Quero uma Loj.’. onde não haja erros e acertos, mas que procure em cada vocábulo emitido, o quanto de amor transmite.

Quero uma Loj.’. onde haja equívocos, contradições e, até mesmo, ilusões. Quero uma opção de aprimoramento espiritual.
Não quero uma Loj.’. de homens ricos, nem quero uma com corruptos e oportunistas.

Quero uma Loj.’. onde ninguém se eleve senão pelo trabalho, onde ninguém se acomode, onde todos sejam eternos insatisfeitos.
Quero uma Loj.’. onde o segredo não precise ser jurado e continue segredo.

Quero uma Ofic.’. humilde e crítica.
Não quero apenas mais uma Loj.’. Maç.’.

Quero uma Loj.’. de pequenas dimensões e de grandes obras, onde um dia possa fazer do meu filho, meu Ir.’.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Está tudo "Justo e Perfeito"?


A expressão “Justo e Perfeito” é encontrada pela primeira vez no L.'. L.'., mais especificamente no Livro de Gênesis, onde é retratada a história do Dilúvio.
 
O G.'. A.'. D.'. U.'., que é Deus, “arrependendo-se de ter criado o homem”, eis que este havia se esquecido de praticar o bem, trilhando pelos caminhos da iniquidade, corrompendo a humanidade, resolveu destruir a Terra com um Dilúvio de proporção imensurável.
 
No capítulo 6, versículo 9, encontramos:
“Esta é a história de Noé. Noé era um homem Justo e Perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus”.
 
Em Gênesis, capítulo 7, versículos 1-3, assim o G.'. A.'. D.'. U.'. se manifesta:
“O Senhor disse a Noé: Entra na arca que construístes, tu e toda a tua casa, porque te reconheci JUSTO diante dos meus olhos, entre os de tua geração.”
 
Mas onde, quando e como surgiu para a Maçonaria?
 
A expressão: "justo e perfeito", segundo José Castellani, remonta às organizações medievais de canteiros (trabalhadores em cantaria, ou seja, no esquadrejamento da pedra bruta). Como os bons profissionais eram muito requisitados, havia muita rivalidade entre as corporações, valendo, nesse caso, até a sabotagem do trabalho, a qual consistia em penetrar no terreno do concorrente e fazer um leve desbastamento da pedra já cúbica, difícil de constatar pelo olho humano, porém, quando usada na construção, daria diferença, comprometendo aquele núcleo de pedreiros e maculando sua imagem.
 
Assim, no fim do dia de trabalho, por ordem do Master (que era o proprietário, ou um seu preposto), um Warden (zelador, ou vigilante), media a horizontalidade da obra, com o nível, enquanto o outro media a perpendicularidade, com o prumo, e, se tudo estivesse em ordem, comunicavam ao Master: "tudo está Justo e Perfeito".
 
Na manhã do dia seguinte, a operação era repetida, da mesma maneira, para prevenir eventuais sabotagens durante a noite, pois da forma cúbica das pedras, dependia a estabilidade das construções.
 
Se tudo estivesse "Justo e Perfeito" os trabalhos eram continuados.
 
A expressão “Está tudo Justo e Perfeito” também é utilizada como cumprimento e reconhecimento entre os maçons, inclusive de graus dos IIr.’.
 
Mas será que está tudo JUSTO E PERFEITO com a atual Maçonaria? E as queixas de IIr.’. de que nada vai bem na Maçonaria de hoje, que ela anda meio que adormecida?
 
Está sim Tudo Justo e Perfeito, pois a Maçonaria de hoje ainda permanece como a Maçonaria de ontem. Sua filosofia é eterna assim como seus ensinamentos. O que mudou então?
 
Como disse, nada mudou na Maçonaria, mudou sim a atitude de alguns IIr.’. que não conseguem assimilar seus ensinamentos deixando de incorporá-los no seu Templo Interior, ou seja, não os praticam, não andam na sina das virtudes, muitas vezes vilipendiando-a, deixando de ser um maçom autêntico. São os vaidosos, antiéticos e hipócritas que vivem em nosso meio. Esses profanos de avental se esquecem de renunciar ao TER, para passar a acreditar e ter atitude, no SER.
 
Essa é a essência do que acontece na Maçonaria de hoje:
Não levam consigo para o mundo profano os preceitos e ensinamentos da sublime Arte Real. Muito pelo contrário, trazem do mundo profano todas as imperfeições possíveis semeando a desarmonia na Loja, pregando a desagregação entre os IIr.’. e o desequilíbrio nos nossos trabalhos.
 
Quando passamos pelo Ritual da Iniciação Maçônica, renunciamos ao TER, passando a SER útil aos nossos pares, órfãos e viúvas, que é o grande objetivo da Maçonaria.
 
Ninguém nos obrigou a assumir esse sério compromisso, mas quando o assumimos juramos sempre buscá-lo a fim de contribuir para o engrandecimento do nosso EU interior e contribuirmos para o bem estar da Humanidade.
 
Portanto, temos que colocar em prática no mundo profano a doutrina e os ensinamentos maçônicos transformando-os em uma filosofia de vida, como muito trabalho e ação.
 
O grande Maçom Albert Pike, nos deixa uma grande lição. Assim ele discorre:
“É surpreendente ver como os homens falam das virtudes e da honra e não pautam suas vidas nem por uma nem por outra. A boca exprime o que o coração devia ter em abundância, mas quase sempre é o inverso do que o homem pratica”.
 
 O Ir.’. Carlos Simões Fonseca, Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça Maçônico do GOB-ES, em sua peça de arquitetura “Por uma Ética Maçônica”, publicada duplamente, tanto no site do GOB-ES, quanto na Revista Maçônica “A Trolha”, discorre, com muita propriedade, sobre o comportamento do Maçom atual da seguinte forma:
 
“O maior desafio para um maçom, tenho repetido isto, é honrar e representar a instituição no desempenho de suas atividades como homem, profissional, cidadão e chefe de família, pois deve ser exemplo de postura ética e moral numa sociedade excessivamente individualista, consumista, voraz, onde o TER a todo o momento procura absorver o SER numa luta desigual e numa competição desenfreada, incompreensível e desumana. Uma sociedade em que valores familiares são desconsiderados, onde a honestidade, a honradez e a correção de conduta são tidas como sinônimo de atraso, de práticas ultrapassadas.
 
Mas sempre haverá um maçom nesse meio, o chamado “Iniciado nos Augustos Mistérios da Sublime Ordem”, envolvido nesse turbilhão, atônito, muitas vezes impotente para reagir porque se apega exclusivamente às coisas do “mundo exterior” e não aplica as lições que aprendeu no “mundo interior do templo maçônico”, o que faz nascer o conflito, a quebra da ética e do decoro pessoais, numa cadeia que o afeta, de condutas reprováveis como nunca se presenciou antes, contaminando a convivência dentro de nossas LLoj.’.
 
Fora é uma pessoa, dentro aparenta ser outra, mas sempre conflitante na prática dos princípios éticos e morais maçônicos, o que traz como consequência a quebra da harmonia e da confiança no seio de uma Loj.’., e consequentemente espraia por toda a Ordem”.
 
É certo que ser Justo e Perfeito não é tarefa das mais fáceis, pois devemos procurar diariamente a busca pelo autoconhecimento, enfrentando e aceitando nossa dualidade, rejeitando as ocupações supérfluas e os pensamentos inúteis, certamente estaremos bem mais perto do “Justo e Perfeito”.
 
O filósofo Platão afirma que “o homem justo será aquele que tem uma alma harmônica, ou seja, respeita a ordem natural das coisas. A natureza “quer” que o homem seja orientado pela razão. O homem injusto se deixa governar somente pela sua parte concupiscente e irascível”.
 
Os IIr.’. certamente conhecem a abreviatura da frase em latim, V. ‘. I.’. T.’. R.’, I.’, O.’, L.’., que significa: “Visita Interiorem Terrae Rectificandoque Invenies Occultum Lapidem”.
Traduzindo ao pé da letra: “Visita o interior da Terra e, retificando-te, encontrarás a Pedra Oculta”.
 
A profundidade de tal frase, a princípio, nos salta aos olhos, mas ela nos remete a um exame profundo do nosso Templo Interior desde que iniciamos na Arte Real, pois é meditando nesse silêncio profundo que buscaremos um novo homem que, após iniciado nos Augustos Mistérios da Maçonaria, trabalha seu espírito para que, arrebentando os grilhões dos vícios, possa adotar novos e claros padrões de Moral e Virtude que anteriormente estavam submersos nos escaninhos de seu coração, num aprendizado constante e incessante da prática de boas ações, com respeito às normas, os ensinamentos, princípios e ideais maçônicos.
 
Assim, meus IIr.'. para que tudo de fato esteja JUSTO E PERFEITO, devemos deixar de lado a hipocrisia, a falta de ética e sermos maçons de verdade. Primeiro, absorvendo e incorporando os ensinamentos da Ordem.
 
Segundo, colocando-os em prática na vida profana, pois só assim poderemos concluir que tudo realmente está e estará JUSTO E PERFEITO.
 
Barra de São Francisco-ES, 25 de agosto de 2007.
Ir.’. Alexandre Simões Fonseca A.’. M.’.
A.’. R.’. L.’. S.’. 14 de julho nº 1448 – GOB/ES

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Porque vou sair da Maçonaria?

Vou sair da Maçonaria porque era curioso em saber o que se passava lá dentro, quando eu estava fora, e depois de iniciado vi que não tinha graça nenhuma;

Vou sair da Maçonaria porque muitas vezes via os Irmãos com mais tempo de Ordem do que eu se auto vangloriar por que tinham mais tempo de casa;

Vou sair da Maçonaria porque me Irritava ver Irmãos chegando atrasados na Sessão;

Vou sair da Maçonaria porque via Irmãos disputando qual rito era mais bonito e importante;

Vou sair da Maçonaria porque via Irmãos reparando nos outros, que vinham para Sessão com o terno amassado, sapato sujo ou de balandrau;

Vou sair da Maçonaria porque vi alguns Irmãos faltando demais às Sessões;

Vou sair da Maçonaria porque vi os Irmãos muito mais preocupados com o segundo tempo do que com a Sessão;

Vou sair da Maçonaria porque ela vive de passado e não do presente e futuro;

Vou sair da Maçonaria porque a culpa de todas as falhas é do Grão Mestre e do Venerável Mestre;

Vou sair da Maçonaria porque vi muitas fofocas entre os Irmãos;

Vou sair da Maçonaria porque Irmãos vão à Sessão apenas para satisfazerem suas vontades nunca se oferecendo para ajudar alguem.

Mas pensando bem....

Não vou sair da Maçonaria, porque a Ordem é iniciática e os passos seguintes devem ser dados por mim e para ela não ficar sem graça, eu também devo ser motivo de inspiração para meus Irmãos;

Não vou sair da Maçonaria porque eu também fui incrédulo quando me vangloriei por ter mais tempo que alguém na Ordem e devo parar de ser orgulhoso;

Não vou sair da Maçonaria porque quando chego atrasado a Sessão quero que todos entendam o meu motivo e por quanto ignorante que sou, não sou capaz de entender o motivo do outro;

Não vou sair da Maçonaria porque percebi que ela é muito mais importante que seus ritos e não existem ritos melhores ou piores;

Não vou sair da Maçonaria porque devo parar de reparar nos Irmãos que chegam de terno amassado, e devo ficar feliz por que mesmo de balandrau meu Irmão veio a Sessão;

Não vou sair da Maçonaria porque eu também falto às Sessões e muitos Irmãos me ligam perguntando por que eu faltei. E eu, alguma vez já fiz isso?

Não vou sair da Maçonaria porque tenho que parar de criticar meus Irmãos que estão ali mais preocupados como segundo tempo, pois eu também participo e devo recusar os convites, já que acho que tão errado nos outros e mesmo que eu não vá, jamais criticá-los;

Não vou sair da Maçonaria porque eu também sou responsável pelo presente, objetivando o futuro, devendo fazer a diferença onde estou;

Não vou sair da Maçonaria porque não estou ali por causa de seus dirigentes e se os mesmos falham, devo ajudá-los com sugestões e apontamentos de saída dos problemas e não apenas criticá-los;

Não vou sair da Maçonaria porque não devo fazer fofocas de Irmãos, ou não participar de fofocas;

Não vou sair da Maçonaria porque devo ajudar meus Irmãos e estar sempre a disposição e a serviço do outro e não apenas esperar que os outros façam por mim;

Pensando bem, eu acreditava que o problema estava nos outros, mas eu cometia todos os vícios que pensava não tê-los e por isso não vou sair da Maçonaria, porque eu devo sentir em mim ser objetivo de mudança, nunca desistir. Quantas vezes queremos tirar os ciscos dos olhos dos outros e não vemos a trave nos nossos olhos. Os problemas muitas vezes estão na gente e não nos outros. Às vezes a mudança parte de nós e a culpa estava em mim e não nos outros;

Por isso não vou sair da Maçonaria, vou trabalhar a pedra bruta que atrapalha meu coração de ser paciente, tolerante, prestativo e compreensivo com meus Irmãos, para servir a sociedade da maneira mais Justa e Perfeita, para que ela seja também um reflexo meu e se ela precisar de mudanças, é sinal que eu também preciso de mudanças e já que o Grande Arquiteto Do Universo é Deus, devo acreditar mais nele, para que sejamos cada vez melhores e mais fraternos.

Um Tríplice e Fraternal Abraço,

Vitor Andrade
Profº de História / Pós Graduando em História da Maçonaria
Obreiro da A.’.R.’.L.’.S.’.Universitária Verdade e Evolução 3492

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou ...

É no mínimo curioso, começarmos este texto com um refrão que muitos dos IIr.’. por certo já escutaram muitas vezes na televisão...

Mas é verdade !!!

O homem tem por natureza colocar marcas em seus eventos e uma delas é o começar de cada ano. É tão importante para nós, que  sempre a usamos. Todos nós !!

Para nós maçons, isso não é diferente. Devemos sempre, colocar nossas marcas de um novo começo para qualquer um de nossos eventos. Eles devem ter  sempre começo, meio e fim !!

E que tal mudarmos de atitude e começarmos uma nova fase neste ano que ora também se inicia??

Cada um de vocês, meus IIr.’. são verdadeiros heróis modernos que dedicam muitas horas de suas vidas no constante aperfeiçoamento de seu interior, em detrimento do convívio familiar e de suas atividades profanas.

Mas para que tudo isso serve, se não aplicarmos estes conhecimentos adquiridos dentro de nossa Sublime  Ordem em nossas vidas profana e maçônica?

É hora de mudar?? Mudar o que? Melhorar o que??

Começamos mais um ano e com ele surgem novas expectativas e novos interesses, portanto, que tal apresentarmos sugestões para tais mudanças ou melhorias e começarmos a trabalhar nelas??

É imperativo que comecemos a mudar. É imperativo que, por pouco que faremos, devamos ter sempre como objetivo tornar feliz a Humanidade.

Parafraseando nosso saudoso Ir.’. Zé Rodrix, que dizia:
“A Maçonaria não é uma sociedade estática e conservadora. A Maçonaria é uma sociedade dinâmica e de mudanças constantes. Ela muda primeiro o homem para depois, através dele, mudar a Sociedade e depois a Humanidade.”

É hora de colocarmos em prática o que aprendemos dentro de nossas LLoj.’. e com nossos IIr.’. mais antigos.

É hora de deixarmos de viver somente do passado, lembrando fatos acontecidos, nos quais IIr.’. maçons fizeram nossa história.

É hora de começarmos a transformar o mundo que vivemos, preparando-o para os nossos filhos e netos.

É hora de comerçarmos a colocar nossas marcas maçônicas na Sociedade contemporânea.

Agora é a hora de começarmos a agir com firmeza e com ideal, para que quando chegar o ocaso de nossas vidas, tenhamos com o que nos orgulharmos de um dia termos sido Iniciados em nossa Ordem e declarados Maçons perante todas as LLoj.’. e IIr.’. Maçons espalhados pelo Universo e de verdadeiramente termos trabalhado para o Progresso da Humanidade!!

Feliz 2012 a todos os IIr.’. e a todos que lhes são caros !!

Feliz 2012, Humanidade, da qual também fazemos parte !!