sábado, 12 de março de 2016

Zegota (Resgate)

 
 
 
publicado em 21/09/2013, por
Eunice Spindola em seu blog "eunicespindolaindica.blogspot.com.br"

(Zegota, que em polonês, quer dizer "Resgate", é também conhecido como "Konrad Comit Zegota", foi um codinome pelo qual era chamado o Conselho de Ajuda aos Judeus (em polonês: Rada Pomocy Zydom), foi uma organização polonesa clandestina de resistência, que existiu na Polônia  ocupada pelos alemães, ativo entre os anos de 1942 e 1945.

O Conselho de Ajuda aos jJdeus "Zegota", que era operado sob os auspícios do governo polonês no exílio, através da Delegação do Governo da Polônia, em Varsóvia, era a ajuda do país aos judeus, para encontrar locais de segurança para os mesmos na Polônia.
 
 
A Polônia foi o único país da Europa ocupada, onde existia uma organização como esta. )

 
Fez parte dele uma senhora, de nome Irena Sendler, que  por seu trabalho e amor ao próximo, a despeito do risco da própria morte, se destacou.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!).

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhonete (para crianças de maior tamanho).
 
Também levava na parte de trás da camioneta um cão, a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.

Enquanto pôde manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar da morte, cerca de 2500 crianças.


Por fim, os nazis apanharam-na.

Souberam de suas atividades e em 20 de Outubro de 1943, Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada.

Num colchão de palha, encontrou uma pequena figura de Jesus com a inscrição: "Jesus, em vós confio !!", conservando-a  consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

Ela, a única que sabia os nomes e moradias das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e não traiu seus colaboradores ou as crianças ocultas.

Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação.
Já recuperada foi, no entanto, condenada à morte.

Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, ele gritou-lhe em polaco: "Corra!".


Esperando ser baleada pelas costas, Irena, contudo, correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza de que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais.

Os membros da organização Żegota "Resgate" tinham conseguido deter a execução de Irena, subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, guardadas num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás.

Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.

Em 2006, Irena foi mencionada para receber o Prêmio Nobel da Paz, mas não foi selecionada.

Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global.

Porém, não podemos permitir que esta Senhora seja esquecida!!

Já se p
assaram mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Esta mensagem será reenviada como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos (inclusive 1.900 sacerdotes católicos ), 500 mil ciganos, centenas de milhares de socialistas, comunistas e democratas e milhares de deficientes físicos e mentais e que foram assassinados, massacrados, violados, mortos pela fome e humilhados, com os povos do  mundo, muitas vezes, olhando para o outro lado...

Agora, mais do que nunca, com o recrudescimento do racismo, da discriminação e os massacres de milhões civis em conflitos e guerras sem fim em todos os continentes, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça.


Agradecemos sinceramente a Deus, o envio de anjos como esse !! 

O aparecimento de gente como Irena Sendler, que salvou milhares de vidas praticamente sozinha, é extremamente necessária.
 


  

"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler


 


"Qualquer coisa que você aceite plenamente o conduzirá à paz.”
Eckhart Toll

 

Não podemos de forma nenhuma permitir, que esta Senhora e seu belo trabalho humanitário sejam esquecidos !!!
São pessoas com índole, caráter e determinação como essa, que a Humanidade precisa e que nas quais devemos nos espelhar!!!

Una-se a nós e seja mais um elo desta cadeia comemorativa e ajude a distribuir essa mensagem por todo o mundo...

domingo, 6 de março de 2016

O Pav.'. Mosaico

TEXTO: Ir.'. George Washington T. Marcelino
Or:. de São Paulo – SP

 
A perfeição que buscamos, que aprendemos e que queremos semear, só será alcançada quando cada um de nós parar de frente ao PAV.'. MOSAICO e conseguirmos meditar e compreender toda sua profundidade, toda lição que nos transmite, toda força que traz em si, apesar de toda singeleza e pureza, que na maior parte das vezes nos faz olhá-lo, como se fossem meros ladrilhos pintados de branco e preto. Ledo engano daqueles que assim agem e assim pensam.

O pesquisador Maçom Joaquim Gervásio de Figueiredo em seu “Dicionário de Maçonaria”, define PAV.'. MOSAICO como sendo “um dos ornamentos da Loj.'., composto por ladrilhos ou quadriculados alternadamente brancos e pretos. Simbolizam seres animados que decoram e ornamentam a criação, bem como o enlace, de espírito e matéria em vida”.


Apesar de no antigo Egito o PAV.'. MOSAICO ser um lugar sagrado, proibido de ser pisado e com forte apelo religioso, na Maçonaria é o lugar por onde caminham todos os IIr.'., independente de Grau, sem ter ligação com qualquer religião, pois ele não é o tapete sagrado ou o “santus santorum”, do Templo de Jerusalém.
 
Ele está em Loj.'. para ser pisado com respeito e seus quadrículos brancos e negros estão – ao serem pisados – para lembrar que todos somos iguais, independentemente de credo, raça e cor, e que deve haver simetria, perfeita harmonia entre os homens.

Harmonia, eis algo difícil de ser alcançado. No mundo profano, a harmonia parece cada vez mais distante. Porém, após ter sido gerado na Câmara de Reflexões, o novo homem deve buscar essa harmonia com maior afinco e com certeza, no mundo maçônico, ela tende a se tornar mais acessível a cada dia e a cada vinda à Loja.
 
A Loj.'. é um emblema da natureza, uma representação do universo.
No Or.'., sob o Dossel que cobre o assento do V.'. M.'., no centro do triângulo luminoso que tudo ilumina com a sua luz resplandecente, brilha o misterioso G:., cujo verdadeiro significado só é conhecido pelos Iniciados.

O G.'.A.'.D.'.U.'. em sua fantástica criação do mundo, espalhou por toda sua obra contrastes e opostos, que dão o perfeito equilíbrio da natureza. O dia e a noite, os mares e os continentes, o frio e o calor, o sol e a chuva, as presas e os predadores, a matéria e o espírito, enfim, a divina criação é justa e perfeita com seus opostos, perfeitamente distribuídos e cada qual com seus limites, como o PAV.'. MOSAICO, o chão da Loj.'., que representa o Universo onde nós vivemos e pisamos, com esses contrastes que se harmonizam.

 
E nossa luta pela harmonia se torna pior quando é travada dentro de nós, seres humanos. O comportamento da humanidade está repleto de opostos. O homem muda parcialmente do branco para o preto e vice-versa.

A nossa luta constante em sermos o mais perfeito possível, após sairmos da Cam.'. de RRef.'., a cada vez que nos deparamos frente ao PAV.'. MOSAICO, nos lembramos do pior dos nossos defeitos: a Ambição. A ambição de querermos alcançar todos os Graus, a ambição de nos tornarmos VV.'.MM.'., a ambição de termos e sermos ou nos considerarmos melhor que o próximo, mais próximo o nosso Ir.'., a ambição de nos aproveitarmos de um de nossos IIr.

Nesse sentido, coloco a todos a importância do PAV.'. MOSAICO, que a mim constantemente tiro lições, aprendo e a ele me rendo, face a sua harmonia, me ensina que a ambição dos homens por uma parte, e pela outra, a vaidade, tem feito da terra um espetáculo de sangue: a mesma terra, que foi feita para todos, quiseram alguns fazê-la unicamente sua: digam os Alexandres, os Césares, os Hitlers, outros conquistadores; heróis não por princípio de Virtude, ou de Justiça, mas por um excesso de fortuna, de ambição e de vaidade.

 Esses mesmos, que tomados por si sós cabiam em um breve espaço, medidos pelas suas vaidades, apenas cabiam em todo o mundo: uma conquista injusta sempre começa pela opressão dos homens conquistados e pelo destroço de uma terra alheia.

O PAV.'. MOSAICO nos ensina exatamente o contrário, sermos o que somos, mas, sem ambição, sem vaidade.
Caso o Ir.'. não tenha percebido, olhe atentamente para o PAV.'. MOSAICO e deixe-o entrar dentro de si, sinta a sua força, o seu poder, solte-se, não tenha medo, ele muito nos ensinará, pois sua força e ensinamentos são infinitos.

O PAV.'. MOSAICO nos ensina que nascem os homens iguais, um mesmo e igual princípio os anima, os conserva, e também os debilita e acaba.


Somos organizados pela mesma forma e por isso estamos sujeitos às mesmas paixões, e às mesmas vaidades.
 
Para todos nasce o Sol; a aurora a todos desperta para o trabalho; o silêncio da noite anuncia a todos o descanso. O tempo que insensivelmente corre e se distribui em anos, meses e horas, para todos se compõe do mesmo número de instantes.
 
Essa transparente região a todos abraça; todos acham nos elementos um patrimônio comum, livre e indefectível; todos respiram o ar; a todos sustenta a terra; as qualidades da água e do fogo a todos se comunicam. O mundo não foi feito mais em benefício de uns, que de outros; para todos é o mesmo; e para o uso dele todos têm igual direito; ou seja, pela ordem da natureza, ou seja, pela ordem da sua mesma Instituição.

Todos achamos no mundo as mesmas partes essenciais. Que coisa é a vida, para todos mais do que um enleio de vaidades e um giro sucessivo entre o gosto, a dor, a alegria, a tristeza, a aversão e o amor? Tudo isso o PAV.'. MOSAICO nos mostra claramente e nos ensina. Nós, é que não prestamos atenção ao mesmo.

Quem imagina o que deseja, tudo pinta com cores lisonjeiras e mais vivas; por isso a verdade é grosseira e mal polida; tudo que descobre é sem adorno; antes faz desvanecer aquela aparência feliz, com que os objetos, primeiro se deixam ver na ideia, do que se mostrem na realidade.

Todas essas propensões e inclinações se encontram em cada um de nós e assim devia ser, porque as variações do tempo, da idade, da fortuna e dos sucessos a todos compreende, e a todos iguala; só a vaidade a todos distingue, e em todos põe um sinal de diferença e um caráter de desigualdade e por mais que a terra fosse feita para todos, nem por isso a vaidade crê que um homem seja o mesmo que outro homem.

O PAV.'. MOSAICO, em sua retidão, separa tudo isso, respeita, não agride, é fundamental para a Maç.'., pois mostra claramente que somos todos iguais e assim devemos nos manter por mais que a tentação da ambição ou da vaidade nos ataque.

Jamais seremos verdadeiros Maçons se dentro de nós houver a vaidade, a ambição, a inveja, o interesse ou qualquer forma de aproveitarmos da situação do próximo em nosso benefício.

Tirada a insígnia, o que fica é um homem simples; despida a toga consular também fica o mesmo. Se tirarmos do capitão a lança, o casco de ferro e o peito de aço, não havemos de achar mais que um homem inútil e sem defesa, e por isso tímido e covarde.


Os homens mudam todas as vezes que se vestem; como se o hábito infundisse uma nova natureza: verdadeiramente não é o homem o que muda, muda-se o efeito que faz em nós a indicação do hábito.

Debaixo de um apresto militar, concebemos um guerreiro valoroso; debaixo de uma vestidura negra e talar, o que nos figura é um jurisconsulto rígido e inflexível; debaixo de um semblante descarnado e macilento, o que descobrimos é um austero anacoreta.

O homem não vem ao mundo mostrar o que é, mas o que parece; não vem feito, vem fazer-se; finalmente não vem ser homem, vem ser um homem graduado, ilustrado, inspirado, de sorte que os atributos, sons que a vaidade veste o homem, são substituídos no lugar do mesmo homem; e este fica sendo como um acidente superficial e estranho: a máscara, que encobre, fica identificada e consubstancial à coisa encoberta; o véu que esconde fica unido intimamente à coisa escondida; e assim não olhamos para o homem; olhamos para aquilo que o cobre e que o cinge; a guarnição é a que faz o homem, e a este homem de fora é a quem dirigem os respeitos e atenções; ao de dentro não.
Este despreza-se como uma coisa comum, vulgar e uniforme em todos.

A vaidade e a fortuna são as que governam a farsa desta vida; cada um se põe no teatro com a pompa, com que a fortuna e vaidade o põem; ninguém escolhe o papel; cada um recebe o que lhe dão.

Aquele que sai sem fausto nem cortejo, e que logo no rosto indica que é sujeito à dor, à aflição e à miséria, esse é o que representa o papel de homem. Este compreendeu o sentido do PAV.'. MOSAICO, este é o verdadeiro Maçom.

O Balandrau que usamos, tira de nós a aparência de riqueza, do saber, da ambição, da vaidade, ao contrário de outras vestes talares, nos iguala e nos mostra que somos todos iguais, todos IIr.'., que independentemente de qualquer posição profana, somos IIr.'. em todos os momentos, ligados por uma união inquebrantável, como é inquebrantável o poder e os ensinamentos do PAV.'. MOSAICO, que nos faz simples e livres da vaidade, do poder, da arrogância, do elitismo, da ambição, da inveja.

Nos une e nos mostra o caminho correto para trilharmos juntos o bem, a caridade, a Igualdade, a Fraternidade e principalmente a Liberdade, nos mostra com clareza ímpar que a morte está de sentinela, em uma mão tem o relógio do tempo, na outra a foice fatal e com esta, de um golpe certo e inevitável, dá fim à tragédia, corre a cortina e desaparece.

Para nós, Maçons, a morte não assusta, quanto mais nos aprofundamos em nossos Graus, mais os despojamos das coisas profanas e no momento final estaremos prontos e despojados de todas as vaidades e luxúrias.


Sem o PAV.'. MOSAICO nada seríamos, nada aprenderíamos, pois cada um de nós, ao sermos contemplados como verdadeiros Maçons, saberemos, dia a dia, encontrar um alento para nossas vicissitudes.
 
"Quando virdes um desvio num de nossos IIr.'., um erro que significar um perigo para a sua vida ou um lastro para a sua eficácia, falai-lhe com clareza, com a clareza do PAVIMENTO MOSAICO.  E vos agradecerá.
   
G.W.T. M.

 

terça-feira, 1 de março de 2016

Exaltação de nosso querido Ir.'. Ricardo Teixeira (Bisteca) - 29/02/2016



Ontem (29/02/2016), foi realizada a Exaltação do Ir.'. Ricardo Teixeira, do Quad.'. de nossa Loj.'.
 
Que esta bela Cerimônia, a qual esperamos fique marcada para sempre no coração de nosso querido Ir.'. Ricardo, presidida pelo nosso V.'.M.'. Ir.'. Fábio Carli, foi realizada de modo irrepreensível pelos IIr.'. do Quad.'. de nossa Loj.'., contando ainda com as presenças dos seguintes IIr.'.
 
Resp.. Del.'. do 4º Dist.'. Maç.'. Ir.'. Erival Daré.
Resp.'. Del.'. do 8º Dist.'. Maç.'.Ir.'. Gilmar Lopes Assis.
 
Ir.'. Leandro Gonzalez Renos - da ARLS "Novos Obreiros" nº 205.
Ir.'. Ademar de Farias - da ARLS "Luz de São João" nº 750.
Ir.'. Robinson F. Souza - da ARLS "Renascença" nº 214.
Ir.'. Jorge Y. Fugiwara - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. Roney Nodim Haddad - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. Osíres Soares de Mesquita - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. José Eduardo de Almeida Teixeira - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328.
Ir.'. Reinaldo Bigal - da ARLS "Colunas do ABC" nº 328, e
Ir.'. João Capistrano de Castro Neto - da ARLS "Frater Domus de Riacho Gde" nº 452.
 
Nossa Loj.'. saúda e agradece a presença de cada um destes IIr.'. VVis.'., solicitando que os mesmos, levem o T.'.F.'.A.'. de nosso V.'.M.'. em nome de todos os OObr.'. da ARLS "Stella Matutina" nº 658, aos seus VV.'.MM.'. a todos os OObr.'. de cada Loj.'. acima citada; e convidando a todos, que nos visitem sempre que possível, o que para nós será motivo de muita satisfação.
 
Ao Ir.'. Ricardo Teixeira, que ontem começou a viver o grau pleno da Maçonaria, esperamos que sua vida maçônica seja longa e repleta de muitas realizações para o engrandecimento, seu próprio e de nossa Sublime Instituição.
 
Todos os MM.'.MM.'. de nossa Loj.'., ficam desde já, de P.'. e a Ord.'. no auxílio para o crescimento moral e espiritual de nosso Ir.'.
 
Parabéns, M.'.M.'.Ir.'. Ricardo Teixeira (nosso querido Ir.'. Bisteca) !!!




terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

22/02 - A história do Dia Internacional do Maçom


Postado no gmail em 22/02/2016 pelo
Ir.'. José Carlos Vincenzo
A.'.R.'.L.'.S.'. "Luz de São João" nº 750
Or.'. de São Bernardo do Campo - SP

Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1.994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grão-mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).

Na ocasião, estiveram presentes como Obediências Co-Irmãs (Sisters Jurisdictions), a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal, a Grande Loja Regular da Itália, O Grande Oriente da Itália, a Grande Loja Regular da Grécia, a Grande Loja das Filipinas, a Grande Loja do Irã, no exílio; além do Grande Oriente do Brasil, com uma delegação chefiada por seu Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, que ali estava como observador.

Ao encerramento dos trabalhos, o G.'.M.'. da Grande Loja Regular de Portugal, Ir.'.Fernando Paes Coelho Teixeira, apresentou uma sugestão encampada pelos G.'.MM.'. de todas as Grandes Lojas dos Estados Unidos e mais as do México e Canadá, no sentido de fixar o dia 22 de fevereiro como o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, a ser comemorado por todas as OObed.'. reconhecidas, o que foi totalmente aprovado.

E por quê 22 de fevereiro?

Porque foi no dia 22 de fevereiro de 1.732, em Bridges Creek, Na Virginia (EUA), que nasceu GEORGE WASHINGTON, o principal artífice da independência dos Estados Unidos. Nascido pouco depois do início da Maçonaria nos Estados Unidos - o que ocorreu em 23 de abril de 1.730, no estado de Massachussets - Washington foi iniciado a 4 de novembro de 1.752, na "Loja Fredericksburg nº 4", de Fredericksburg, VI; elevado ao grau de C.'. em 1.753, e exaltado a M.'. em 4 de agosto de 1.754.

Representante da Virgínia no 1º Congresso Continental (1.774) e Comandante-geral das forças coloniais (1.775), dirigiu as operações, durante os cinco anos da Guerra de Independência, após a declaração de 1.776. Ao ser firmada a paz em 1.783, renunciou à chefia do Exército, dedicando-se então aos seus afazeres particulares. Em 1.787, reunia-se, em Filadélfia, a Assembleia Constituinte, para redigir a Constituição Federal e Washington, que era um dos Delegados da Virginia, foi eleito, por unanimidade, para presidi-la.


E, depois de aprovada a Constituição, havendo a necessidade de se proceder à eleição de um Presidente, figura nova na política norte-americana, Washington, pelo seu passado, pela sua liderança, e pelo prestígio internacional de que desfrutava, era o candidato lógico e foi eleito por unanimidade, embora desejasse retornar à vida privada e dedicar-se às suas propriedades.

Como Presidente da República Norte-Americana, nunca olvidou a sua formação maçônica: ao assumir o seu primeiro mandato, em abril de 1.789, prestou o seu juramento constitucional sobre a Bíblia da "Loja Alexandria nº 22", da qual fora V.'.M.'. em 1.788; em 18 de setembro de 1.783, como G.'.M.'. "pro-tempore" da Grande Loja de Maryland, colocou a primeira pedra do Capitólio - o Congresso norte-americano - apresentando-se com todos os seus paramentos e insígnias de alto mandatário Maçom.


Falecido em 14 de dezembro de 1.799, seu sepultamento ocorreu no dia 18, em sua propriedade de Mount Vernon, numa Cerimônia Fúnebre Maçônica, dirigida pelo Rev. James Muir, capelão da "Loja Alexandria nº 22", e pelo Dr. Elisha C. Dick, V.'. M.'. da mesma Ofic.'.

Como se pode ver, a criação do DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM representou uma homenagem mais do que justa a um grande maçom, além de também ser historicamente pertinente.

O G.'.O.'.B.'., através do Decreto nº 003, de 10/02/95, do seu G.'.M.'. Francisco Murilo Pinto, atendeu à recomendação da reunião das mais importantes potências Maçônicas do mundo, e passa a comemorar o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM a 22 de fevereiro, com plenas justificativas maçônicas e históricas.

Fonte: Gerald Koppe Júnior

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Estar Entre Colunas - O Que Isto Significa?

 

Postado em 31/08/2011 -  pelo Ir.'. Humberto Siqueira Cardeal, no blog
http://jamilkauss24.blogspot.com.br
A.'.R.'.B.'.L.'.M.'. "Jamil Kauss" nº 24 - Or.'. de Araruama - RJ
 

I - INTRODUÇÃO

O propósito do presente trabalho é delinear os direitos e obrigações do “Entre Colunas”, prática muito usada especialmente nas reuniões capitulares de uma das Ordens Básicas da Maçonaria, que foi a Ordem dos Cavaleiros Templários. Infelizmente, não mais tem sido ensinada e nem posta em práticas nas Lojas.

O interior de uma Loj.'. Maç.'. (Templo) é dividido em quatro partes, onde a mesma simboliza o Universo. Assim temos o Or.'., o Oc.'., o N.'. e o S.'.

Em algum tempo na história, logo após a construção do primeiro templo Maçônico do mundo, o Freemasons Hall, em Londres, no ano de 1776, baseado inteiramente no parlamento Inglês, construído em 1296, estabeleceu-se que as áreas pertencentes ao Norte e ao Sul chamar-se-iam Col.'. do N.'. e Col.'. do Sul.'.

Assim, quando um Irmão, em Loj.'. está entre a Col.'. do N.'. e a Col.'.do S.'., e não entre as CCol.'. B e J. Mesmo próximo à grade que separa o Oriente do resto da Loja, o Irmão estará Entre Colunas. Desta forma é extremamente incorreto dizer que o passo ritualístico dos maçons tem que começar entre as Colunas B e J.

Tanto isso é verdade, que os Templos modernos, especialmente de LLoj.'. de Jurisdição da Grande Loja Unida Sul Americana, que tem as CCol.'. B e J junto a porta de entrada do templo pelo lado de dentro, já o Grande Oriente do Brasil de MG, têm suas CCol.'. B e J no Átrio, e não no interior do Templo.


Em síntese, podemos apresentar algumas situações do que é “Estar Entre Colunas”:

• É conjunto de Obreiros que formam as CCol.'. do N.'. e do S.'.

• Em sentido figurado, são os recursos físicos, financeiros morais e humanos, que mantêm uma instituição maçônica em pleno funcionamento;

• É quando a palavra está nas CCol.'. e em discussão;

• É quando o Ir.'., colocar-se ou postar-se entre as CCol.'. do N.'. e do S.'., no centro do piso mosaico onde isto evidencia que o Obr.'. que assim o faz, é o Alvo de atenção de toda Ofic.'.;

• Na circulação do Tr.'. de Benef.'., o Ir.'.Hosp.'. aguarda entre Colunas;


• Quando o Ir.'. P.'.Band.'., com a Band.'. apoiada no ombro, entra no Templo, por sua vez se põe Entre CCol.'.;

• Na apresentação de TTrab.'., o Ir.'. se apresentar “Entre Colunas” durante o Tempo de Estudos, ou no Período de Instrução;

• No atraso de um Ir.'., o mesmo ao adentrar ao T.'. ficará à Ord.'. e entre CCol.'., aguardando a ordem do V.'. M.'. para que tome posse do assento.


II - DESENVOLVIMENTO

Em toda a Assembleia Maçônica, os irmãos poderão fazer uso da palavra em momento oportuno; caso queira obter a palavra estando “Entre Colunas”, poderá solicitá-la com antecedência ao V.'. M.'., e obrigatoriamente levar ao seu reconhecimento o assunto a ser tratado.

Sendo o Obr.'. impedido de falar, ou quando o mesmo venha a sofrer algum desrespeito a seus direitos, poderá solicitar ao V.'. M.'. que o conduza ”Entre Colunas”, e se autorizado pelo V.'.M.'. o mesmo poderá falar sem ser interrompido, desde que haja decoro, por parte  do Ir.'.

Se, para estar "entre Colunas" é necessária a autorização do V.'. M.'., em contra partida, nenhum Ir.'. pode se negar de ocupar aquela posição, quando legalmente solicitado pela Loj.'., sob pena de punição.

No entanto, as possibilidades do uso da Pal.'. Entre Colunas são muitas e constituem um dos melhores instrumentos dos OObr.'. do Quad.'., sendo uma das maiores fontes de direito, de liberdade e de garantia, tanto para os IIr.'. quanto para a Loj.'. Não há regulamentação; tal vez por isso, cada dia esse direito vem sendo eliminado dos trabalhos maçônicos.

Atualmente um Ir.'. somente é solicitado a estar "Entre Colunas", em situação de humilhação e situações tanto quanto degradantes e constrangedoras.


Associou-se a idéia de responder "Entre Colunas" à idéia de punição, quando em realidade isso deveria ser diferente e muito melhor explorado, em benefício do Quad.'. de OObr.'. de todas as LLoj.'.

Estando "Entre Colunas", um Ir.'. pode acusar, defender a sua palavra ou a de outrem, pedir e julgar, assim como comunicar algo que necessite sigilo absoluto, devendo estar consciente da posição que está revestido, isto é, grande responsabilidade por tudo que disser ou vier a fazer.

A tradição maçônica é tão rigorosa no tange à liberdade de expressão, que quando um Ir.'. estiver em P.'. e a Ord.'. e "Entre Colunas", para externar sua opinião ou defender-se, não pode ser interrompido, exceto se tiver sua palavra cassada pelo V.'. M.'. ato este conferido ao mesmo.

Estando "Entre Colunas", o Ir.'. NÃO poderá se negar a responder a qualquer pergunta, por mais íntima que seja e também não poderá mentir ou omitir sobre a verdade dos fatos, pois desta forma o Ir.'. perde sumariamente os seus direitos maçônicos, pelo que deve ser julgado não importando os motivos que o levaram a tal atitudes.

Por motivos pessoais, um maçom pode se negar a responder a quem quer seja, aquilo que não lhe convier, mas se a indagação for feita "Entre Colunas", nenhuma razão justificará qualquer resposta infiel.

Igual crime comete aquele que obrigar alguém a confessar coisas "Entre Colunas" injustificadamente, aproveitando-se da posição em que se encontra o Ir.'. sem que haja razão lícita e necessária, por perseguição ou com intuito de ofender, agravar ou humilhar desnecessariamente.

Quando um Ir.'. está "Entre Colunas" e indaga os demais IIr.'. ou um determinado Ir.'., sobre qualquer questão, de forma alguma lhe pode ser negada uma resposta e nenhuma razão justificará que seja mantido silêncio por aquele ou aqueles que tenha(m) algo a responder.


Uma aplicação prática do "Entre Colunas" pode ser referentes a assuntos de fora do mundo maçônico. É lícito e muito útil pedir informações "Entre Colunas", sejam sociais, morais, comerciais, etc., sobre qualquer pessoa, Ir.'. ou Prof.'., desde que haja razões válidas para tal fim. Qualquer dos presentes que tiver conhecimento de algo está obrigado a declarar, sob pena de infração ás Leis Maçônicas.

O Ir.'. que solicitou as informações poderá fazer uso das mesmas, porém deve guardar o mais profundo silêncio sobre tudo que lhe for revelado e jamais poderá, com as informações recebidas, praticar qualquer ato que possa comprometer a vida dos informantes ou a própria Loj.'.

Se não agir dessa forma será infrator das Leis Maçônicas Universais.

Suponhamos que um Ir.'. tenha algum negócio a realizar em outra cidade e necessita informações, mesmo comerciais, sobre alguma pessoa ou firma. A ele é lícito indagar essas informações "Entre Colunas" e todos os demais IIr.'., se souberem de algo a respeito, são obrigados a darem respostas ao solicitante.

Outro meio lícito e útil de se obter informações é através de uma prancha, endereçada a uma determinada Loj.'., para se lida "Entre Colunas".

Neste caso, a Loj.'. é obrigada a responder, guardar o mais profundo silêncio sobre o assunto, cabendo a ela todos os direitos, obrigações e cabendo todos os direitos, obrigações e responsabilidades ao solicitador, que deverá guardar segredo sobre tudo o que lhe foi respondido e a fonte de informações.



III - CONCLUSÃO


Muitas são as acepções que norteiam sobre os ensinamentos do significado de "Estar entre Colunas", porém, deve o Maçom sempre edificar suas CCol.'. IInt.'. embasado pelos Princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, primando pelo bem-estar da família e pelo aperfeiçoamento da sociedade através do trabalho e do estudo, para com isso perfazer-se um homem livre e de Bons Costumes.

Como dissemos no início, não há mais Regulamentação ou Leis Normativas para o uso do "Entre Colunas"; e, se não há normas que sejam encontradas nos livros maçônicos, é porque pura e simplesmente os princípios da condição de “Estar Entre Colunas”, é de que somente a verdade pode ser dita. Obedecidos estes princípios, tudo mais é decorrência.

Este, alegoricamente, talvez seja o real significado no bojo dos ministérios que regem as CCol.'. da Maçonaria, pois "Estar entre Colunas", é estar entre IIr.'.

BIBLIOGRAFIA

ASLAN, Nicola - Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia. Londrina: “ A TROLHA.
CARVALHO, Assis -  Companheiro Maçom. Londrina ”A TROLHA”.
" A TROLHA" - Londrina - PR - Símbolos Maçônicos e suas origens.
CASTELLANI, José - Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom.
EGITO, José Laércio do - In Coletânea 2. Londrina: “ A TROLHA”.
PUSCH, Jaime - A B C do Aprendiz.
Colaboração e Pesquisa: Weber Varrasquim “GLUSA”.

Julho de 2011