segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Deslumbramento Maçônico

Sexta-feira, 4 de junho, 23:30 h. Terminava a cerimônia pela qual eu havia esperado durante muitos anos de minha vida. Dali para frente muita coisa mudaria na minha forma de enxergar o mundo e de participar dele.

Todos na sala me chamavam de “Irmão” e me cumprimentavam. Como isso soava esquisito, pois todos eram desconhecidos para mim. Pela minha cabeça só passavam fragmentos dos sons e sensações por que eu havia passado há alguns instantes. Ainda ressoavam algumas perguntas que me haviam sido feitas e as respostas mais ou menos corretas que eu havia retribuído.

Algumas vozes na sala me soavam familiares, pois eu as havia ouvido e agora podia identificar seus donos. Em geral todos eram muito diferentes do que eu havia imaginado quando não os podia ver.

Dia seguinte. Meu primeiro ato, após as obrigações matinais de higiene pessoal, foi pegar o adesivo de nossa Loja, que meu padrinho me dera na noite anterior, e colocar no vidro traseiro do carro. Agora eu era “um deles”. Estava cheio de orgulho por ter sido aceito na Ordem e poder desfrutar do status que isso gerava.

Dirigia torcendo para que alguém reconhecesse os símbolos contidos no adesivo do carro e identificasse minha nova situação de maçom. Até ficava imaginando as respostas que daria caso alguém me fizesse as perguntas necessárias para identificar meu “status maçônico”.

E como explicar a sensação de orgulho causada por um Irmão buzinando e te cumprimentando em plena rua? Será que alguém mais ouviu esta buzina? Será que algum “profano” percebeu que agora eu sou um ser “diferenciado”?

Mas pensando bem, agora que já se passaram alguns dias da iniciação, este adesivo da Loja parece muito discreto, quase que é preciso colocar uma lupa para enxergar os símbolos. Está na hora de colocar um adesivo de nossa Potência no vidro traseiro do carro e um outro no pára-brisa dianteiro. Vai que um policial pare meu carro… quando ele vir o adesivo com o esquadro e o compasso com certeza irá me mandar ir embora, pois saberá que seus superiores são meus Irmãos e ele não mexeria com o Irmão do chefe, claro.

Vi num site uma caneta toda decorada com temas maçônicos, linda, nada discreta. Em qualquer lugar que eu a usar serei identificado, quase reverenciado. Serei um sucesso. Lógico que a comprei. Ah, e também um anel de ouro com o esquadro e compasso em preto. Reluz mais do que um farol em dia de nevoeiro. Pode-se vê-lo à distância.

Isso sem falar dos pins que tenho na lapela de meus ternos. Cada um para uma ocasião diferente. Tem aqueles para as Sessões Magnas, aqueles para uso em reuniões de trabalho e também alguns que podem ser usados com roupas mais informais. Também existem os meus prendedores de gravata.. Tenho vários.....uns dez pelo menos. Apesar de prendedores de gravata estarem fora de uso. Mas quem se importa? Como ainda meu avental é todo branco eu compenso isso usando outros adornos. Levo um tempão para colocar tudo: caneta, anel, pins, prendedor de gravata…

Só que há uma coisa que tenho me questionado muito ultimamente: meu comportamento. Pergunto-me se meus mais recentes atos estão sendo coerentes com o que eu escuto na Loja. Minha paciência curta poderia ser o motivo dos meus problemas no trabalho, por exemplo?

Vejo que o que tenho aprendido em Loja e o que tenho praticado são suas coisas distintas. Critico os Irmãos , fico de olho nas cunhadas e pasmem até nas sobrinhas, dou pequenos golpes usando meu três pontos na assinatura, fico na minha, mas pago minha cotização em dia né?!.

Porém, hoje começo a entender o que os Irmãos querem dizer quando citam que as instruções são simbólicas, mas que elas vão transformando o iniciado. Percebo que estou muito distante de ser a pessoa que eu gostaria, pois ainda sou apegado a futilidades e aparências.

Meus filhos têm sido o maior espelho deste meu comportamento errôneo, pois não sei ter uma palavra de carinho para com eles e sempre que eles querem me contar algo sobre seu dia eu uso a desculpa de estar cansado e não lhes dou atenção, Pobrezinhos. Dias atrás por falta de paciência até dei um tapa neles, e briguei com a cunhada indo dormir no sofá.

Meus irmãos então, tem um irmão desempregado na Loja, mas ele é Mestre, ele deve saber todos os segredos maçônicos da riqueza. Eu não devo nem me preocupar com ele não é? E aquela “cunhada” da rua de traz , o irmão está doente, afastado pelo INSS, eu nem tenho tempo para ir lá, pois isso é coisa dos irmãos mais velhos de loja, do irmão hospitaleiro não é ? Eu sou só um simples aprendiz!, Minha obrigação é ir na loja! Pois é só pegar meu RITUAL REXONA, por em baixo do braço e ir para a sessão. Pois é bem legal, sempre tem uns comes e bebes depois! Estudar maçonaria eu faço isto depois!

Ah sim! Preciso trocar de carro, eu vou negociar com o irmão que tem uma garagem de venda de carro, pois agora sou maçom e vocês sabem maçom, tem que ter carro novo, de preferência importado.

Escrever sobre tudo isso é muito doloroso, mas talvez sirva para alertar outros a não cometerem os mesmos erros que os meus. E a pensar bem os motivos que têm para quererem adentrar a Ordem. Se for só para satisfazer o ego ,advirto , alerto e falo que é trabalho e tempo perdido. Mas se for para começar a dar um rumo mais reto à sua vida e buscar formas de se tornar uma pessoa mais humana e solidária e começar a pelo menos perceber seus erros posso afirmar que é um bom começo, se não é sinto muito você não completou sua iniciação! Estas nas trevas, e sempre estarás!

Ir.'. Denilson Forato M.'.I.'. - Revista Universo Maçônico - Publicado na Edição 05 em Vivência Maçônica 9 de Junho de 2010

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Alvará Maçônico


Certa vez, enquanto alguns irmãos se dedicavam a arquitetar a montagem da Loja, outros chegavam e se acomodavam confortavelmente na Sala dos Passos Perdidos entre idas e vindas para fora do edifício que o Sagrado Templo era “montado” para inalarem suas viciosas fumaças embebidas em nicotina e alcatrão.

Lá e acolá, tratavam de tudo, falavam de mulheres, aventuras, negócios, desleixos, focavam no “sabor da pizza” que iriam pedir para “fechar com chave de ouro” a Sessão, com um “ágape fraternal” regado a boa conversa profana, álcool, refrigerantes e muita comida que, infelizmente, teriam destino incerto, pois não houvera, antes, uma programação ou planejamento de quantos irmãos estariam presentes naquela data, repetindo um cenário semanal de desperdício considerável, mas que não teria importância, pois o “maçom” não se preocupa com “isso”.

Já era tarde, quase 20h00, horário em que a Sessão deveria começar, e as ausências notadas impediriam a abertura dos trabalhos.

Era uma Loja “pequena” com poucos irmãos, que sempre penava para trabalhar, pois a montagem ficava complicada com tão poucos irmãos que se faziam presentes. Mas esta vez era diferente: FALTAVA UM! APENAS UM!

Estavam em 6 irmãos, já com o Templo devidamente organizado, pronto... Faltando apenas UM IRMÃO para atingirem o número mínimo para a abertura dos trabalhos em loja.

Começa, então, a ânsia de se conseguir realizar a Sessão... Era uma semana longe dos irmãos. Coisas a tratar, assuntos importantes, instruções, pendências, enfim: LOJA!

Mas este UM, não chegara.

Tentava-se socorrer com a Loja que funciona no Templo ao lado, mas, determinados, infelizmente, não poderiam dispor de um irmão para nos ajudar naquela data (como o já tiveram feito em outras ocasiões) pois também tinham assuntos importantes para resolver.

Algumas ligações para aqueles irmãos que sempre nos socorrem, mas que sequer retribuímos a gentileza de suas visitas. Sabe... Aqueles que SEMPRE estão em nossa loja mas nós NUNCA vamos na deles? Pois bem...

Um deles nos deu uma esperança: “Talvez eu possa ir, mas não vou garantir. Também, estou sem meus paramentos... Confirmo daqui a pouco com você, irmão!”

Correríamos, mais uma vez na loja ao lado, para pedir um balandrau emprestado... Na hora, um nobre irmão do loja co-irmã se prontificou a emprestar.

No retorno à sala dos irmãos perdidos, ops, digo, dos passos perdidos, magicamente, apareceram 3 balandraus que a loja tinha em estoque para este tipo de ocasião.

Devolvido o balandrau do gentil irmão da loja ao lado, agora eles não mais seriam mais importunados pelos despreparados irmãos da loja das ausências.

A confirmação não chegava... Já era 20h10 e nada...

Quando, aproximando dos outros CINCO irmãos, um sentimento pairava: E AGORA?

Temia o pior... E eis que um dos nobres irmãos solta a pérola, destruindo toda e qualquer esperança de mais uma noite de aprendizado em loja, que era mais ou menos assim:

- Irmão... Já sabemos que não teremos Loja. Só estamos aqui ainda porque temos o ALVARÁ da cunhada. E vamos fazer valer.

Esta não foi nem a primeira e nem será a última vez que um irmão ouve este tipo de frase. Eu vos apresento o ALVARÁ MAÇÔNICO.

Infelizmente, alguns de nós, ou não sabe ao certo o que está fazendo ou não compreende ainda o que é a Sublime Instituição.

Pior: Se precisa de um “ALVARÁ”, temo que talvez não seja ele um “LIVRE”, como vemos em um de nossos LANDMARKS.

O irmão utiliza a “concessão” que a cunhada confia à Loja e aos Irmãos que conheceu, para se “aproveitar” do tempo longe dela? Afff.

EU, VOU PRA CASA, FICAR COM MINHA ESPOSA! SE NÃO TEM SESSÃO – que era o compromisso que eu teria longe da minha família – perde o sentido ficar longe da família. Ou não? O que você acha, irmão?

Aliás... Pra que Landmark? Nem “Loja” mais temos...

A maçonaria, pouco a pouco, vem se tornando um bom clube que congrega homens dispostos a se confraternizarem, se relacionarem profissionalmente e que visam os interesses individuais deixando de lado os coletivos/universais.

Falando em Landmark, e o IX? Aquele que fala sobre a “necessidade de se congregarem os maçons em lojas”? Qual era o fim mesmo? Ah! Era de se entregar a tarefas operativas.

E aquele que fala que dentro de loja somos todos iguais?

Ah! Deixa pra lá este negócio de LEI MAIOR, LANDMARK, etc...

Besteira... É tudo besteira mesmo... Não é?

NÃO!

Não é.

Algo de muito pernicioso assola a Sublime Instituição Maçônica. Algo que, se não houver providência alguma, fatalmente levará a Ordem no caminho que ela se encontra e segue: UM CLUBE ou ASSOCIAÇÃO como outras tantas, nobres também, mas com fim diverso.

E, qual seria, então, o MOTIVO para fazer parte da maçonaria?

Deve ser o de ser “reconhecido” quando colocar seu adesivo no seu carro e os 3 pontinhos na assinatura.

Bom. A história se repete e ninguém mais dá crédito para isso. Nem dá bola. Nem lê mais nada.
Ler pra que? É só ir lá na loja, cumprir interstício, colar seu grauzinho e, na época do natal, ajudar uma instituição com o “troco” de beneficência.

Estudar ninguém quer, né? Ler? Fazer trabalho? Pesquisar. Trazer dúvidas e propostas para a Loja... Isso ninguém mais quer não...

E nós?

Vamos lá.

Não vou ver o fim desta história...

Hora de mudar. Vamos?


Aceite o meu sincero e triste T.´.F.´.A.´.


VaLEO

Leo Cinezi

Envelhecer

Estamos envelhecendo.  Não nos preocupemos!  De que adianta, é assim mesmo.  Isso é um processo natural.  É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia.  Essa lei diz que:  “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”.  Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar.  Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós.  Com o tempo os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam.  Sendo assim, relaxe e aproveite.  Parafraseando Freud:  “A morte é o alvo de tudo que vive”.  Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha daqui a 10 anos ele estará todo carcomido.  O mesmo acontece a nós.  O conselho é:  Viva.  Faça apenas isso.  Preocupe-se com um dia de cada vez.  Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”.  Hilário, porém realista.
 
Ficar velho e cheio de rugas é natural.  Não queira ser jovem novamente, você já foi.  Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige.  Já viveu essa fase, reconcilie com a sua situação e permita que o passado se torne passado.  Esse é o pré-requisito da felicidade.  “O passado é lenha calcinada.  O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto”  como já dizia Cícero.
 
Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho pra não se tornar caricatura de si mesmo.  Fazendo isso ganhará qualidade de vida.  Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado.  Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora.  A flor da idade ficou no pó da estrada.  Então, para que se preocupar?!  Guarde os bisturis e toca a vida.
 
Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos?  Os bonitos.  Você nunca me verá por lá.  Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança.  Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos.  Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem.  Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las!  Suas memórias estão salvas nelas.  Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais.  O negócio é zombar
do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.
 
Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos.  Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena a ruína sua própria alma.  Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase.  Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu.  Se não viveu na fase devida o melhor a fazer é esquecer.
 
A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar.  É viver uma fase que não é mais sua.  Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios.  Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido.  Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento.  Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura.  A vida é o que importa.  Concentre-se nisso.  A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.
 
Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades.  Isso é loucura, é exagero.  Faça o que pode ser feito com o que está disponível.  Quer um conselho?  Esqueça.  Para o seu bem, esqueça o que passou.  Têm tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está.  Coisas do passado não te pertencem mais.  Se você tem esposa e filhos experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute.  Aceitando ou não o processo vai continuar.  Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora.  Nada nos pertence.
 
Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte.  Não posso dizer que pelo fato de conhecer grande parte do Brasil sou mais feliz que ele.  Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto.  O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
 
Esse é o segredo de uma boa vida.

Enviada  por email pelo Ir.'. Erival Daré
A.'.R.'.L.'.S.'. "Frater Domus de Riacho Grande" nº 452
Or.'. de São Bernardo do Campo - SP  em 01//02/2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Dos bebés en el vientre de una mujer embarazada


O texto abaixo serve para refletirmos sobre a existência de uma vida após a morte. É profundo e muito bonito !!!

En el vientre de una mujer embarazada se encontraban dos bebés.
Uno pregunta al otro:
- ¿Tú crees en la vida después del parto?
- Claro que sí. Algo debe existir después del parto. Talvez estemos aquí porque necesitamos prepararnos para lo que seremos más tarde.
 - ¡Tonterías! No hay vida después del parto. ¿Cómo sería esa vida?
- No lo sé pero seguramente... habrá más luz que aquí. Talvez caminemos con nuestros propios pies y nos alimentemos por la boca.
- ¡Eso es absurdo! Caminar es imposible. ¿Y comer por la boca? ¡Eso es ridículo!
El cordón umbilical dos bebés en el vientre de uma mujer embarazada es por donde nos alimentamos. 
Yo te digo una cosa: la vida después del parto está excluida. El cordón umbilical es demasiado corto. - Pues yo creo que debe haber algo. Y talvez sea sólo un poco distinto a lo que estamos acostumbrados a tener aqui.
- Pero nadie ha vuelto nunca del más allá, después del parto. El parto es el final de la vida. Y a fin de cuentas, la vida no es más que una angustiosa existencia en la oscuridad que no lleva a nada.
- Bueno, yo no sé exactamente cómo será después del parto, pero seguro que veremos a mamá y ella nos cuidará.
- ¿Mamá? ¿Tú crees en mamá? ¿Y dónde crees tú que está ella?
- ¿Dónde? ¡En todo nuestro alrededor! En ella y a través de ella es como vivimos. Sin ella todo este mundo no existiría.
- ¡Pues yo no me lo creo! Nunca he visto a mamá, por lo tanto, es lógico que no exista.
- Bueno, pero as veces, cuando estamos en silencio, tú puedes oírla cantando o sentir cómo acaricia nuestro mundo.
 ¿Sabes?... Yo pienso que hay una vida real que nos espera y que ahora solamente estamos preparándonos para ella !!!!!